Estudar as nossas raízes faz parte de um processo de autoconhecimento...

Estudar as nossas raízes faz parte de um processo de auto-conhecimento...

Pretende-se que este blogue se materialize num importante contributo para o estudo das famílias do Alentejo, com especial incidência nas zonas de Borba, Estremoz, Vila Viçosa, Alandroal e Redondo.





“A genealogia não deverá tornar-se num processo dissimulado de busca obsessiva por gente nobilitada, socialmente distinta, mas antes como um veículo facilitador do conhecimento e apropriação do modo de vida daqueles que, independentemente do seu estatuto social e da sua condição económica, representaram o elo de uma corrente - a mesma que só tomou forma porque cada elo esteve em dado momento no seu lugar, com maior ou menor bravura, maior ou menor sofrimento e espírito de sacrifício, mais ou menos propósito, simplesmente teve a nobreza e o dom, que mais não fosse, da sua própria existência… e creiam que à medida que vou envelhecendo, vou proporcionalmente tomando maior consciência da importância e necessidade de “genealogia” e “humildade” caminharem sempre de mãos dadas…”

__________________________________________________________________________ O Autor





Campos

de Lavre

Por: Luís Projecto Calhau
____



§ I

I – Maria de Campos[1], terá nascido provavelmente em Lavre entre 1570 e 1580. Casou com Simão Fernandes, barbeiro, na referida freguesia, do concelho de Montemor-o-Novo, a 10.2.1602, levando como testemunha Baltazar Rosado. Tiveram os filhos que seguem:

1 (II) Isabel de Campos, b. 7.2.1604 em Lavre, assistindo como padrinhos Fernão Miguens e Maria Lopes. Casou a 1ª vez com Domingos Rodrigues, em Lavre a 27.10.1619, estando presentes como testemunhas Manuel Gomes Gigante e Fernando Amado. Casou em segundas núpcias, a 19.5.1624 na mesma freguesia, com Domingos Gomes, também viúvo, filho de Pedro Gomes e de Lucrécia Dias, sendo testemunhas Luís André e Luís Santos, fregueses de Santo António, junto a Vendas Novas, e mais gente do povo. Não há notícia de descendência do primeiro casamento, todavia, do segundo terá havido:

1 (III) Maria, b. 30.7.1625 em Lavre, assistindo como padrinhos Diogo Dias Burreco e Catarina Pegas.
2 (III) Sebastião, b. 27.1.1628 em Lavre, sendo padrinhos Domingos Leitão e Ana Afonso.
3 (III) Miguel, b. 28.9.1630 em Lavre, sendo padrinhos Manuel Rodrigues Carreiteiro e Isabel de Campos.

2 (II) Inês de Campos, b. 21.9.1606 em  Lavre, sendo padrinhos Brás Gonçalves e Maria Lopes. Casou em Lavre a 11.11.1629 com João da Costa, filho de Pedro Dias e de Maria da Costa, estando presentes como testemunhas Fernão Miguens, Pedro Nunes e muita outra gente que assistia. Tiveram filhos:

1 (III) Maria, b. 18.8.1630 em Lavre, assistindo como padrinhos Gaspar Nunes e Domingas Martins. Esta ou sua prima homónima, filha de sua tia Isabel de campos, terá casado com André Galvão, sendo pais de uma filha que se baptizou como Helena a 25.1.1660 em Lavre, sendo padrinhos o padre João Coelho[2] e Margarida Pires.
2 (III) Clara, b. 16.8.1632 em Lavre e teve como padrinhos Domingos Cardoso e Isabel de Campos.
3 (III) Águeda, b. 15.2.1635 em Lavre, estando como padrinhos Manuel Fernandes (…) e Apolónia Cardosa.

3 (II) Maria de Campos, b. 10.8.1609 em Lavre. Casou na mesma igreja paroquial a 16.10.1633 com António Coelho[3], assistindo à cerimónia como padrinhos Lourenço André e Ana Pires. Deste casamento terá havido:

1 (III) Manuel, b. 15.7.1635 em Lavre, assistindo como padrinhos João Miguens e Margarida Miguens[4]. Tudo indica tratar-se do mesmo Manuel de Campos que casou a 1ª vez em 1664 com Catarina Boleta e a 2ª vez a 27.3.1680 em Montargil com Leonor da Mata, natural do Chouto – Chamusca, filha de António da Costa e de Isabel Dias, com vasta descendência dos dois casamentos.
2 (III) João, b. 24.6.1638 em Lavre, estando presentes como padrinhos Manuel Rodrigues e Maria Miguens (possivelmente o mesmo casal que baptizou um filho como Domingos em Lavre a 30.3.1638).
3 (III) Margarida, b. 20.10.1641 em Lavre, sendo padrinhos Domingos Gonçalves e Maria Miguens. Eventualmente a mesma Margarida de Campos que, sendo solteira (e neste pressuposto ainda muito jovem) teve em 12.7.1654 um filho de André Galvão, também solteiro, a quem baptizaram de Manuel e levaram como padrinhos Gonçalo António e Isabel Pegas.



[1] Provavelmente a mesma Maria de Campos que surge casada (eventualmente um 2º matrimónio) com Manuel Fernandes Bácoro, com uma filha que baptizaram como Joana a 2.7.1614, assistindo como madrinha a mulher de Brás Martins, e um filho a quem chamaram de Gregório, b. 12.3.1626, sendo padrinho Manuel Galvão e Maria Gomes. Tudo indica que esta Joana seria a mesma Joana de Campos que casou com Manuel Borralho em cerimónia de 3.10.1639, sem ser referida a filiação, e com um filho André, b. 5.12.1641 em Lavre. Esta Maria de Campos poderia ser parente próxima, eventualmente irmã, de Gabriel de Campos que casou a 18.1.1604 em Lavre com Ana Fernandes, com os testemunhos de Manuel André e de Pedro Fernandes Bácoro, tendo falecido sem testamento a 22.4.1631. Seria ainda possível parente de Diogo de Campos, que faleceu sendo mancebo solteiro, pobre, em 16.4.1624.
[2] Tratar-se-ia, eventualmente, do mesmo João Coelho, natural de Lavre, que tomou Ordens de Missa em 1657, filho de Filipe Coelho e de Águeda Jorge (IAN/TT, ADE, Habilitações Eclesiásticas, Cx. 68, Pç. 653)
[3] Embora o registo de casamento não mencione a filiação dos nubentes, tudo indica que Maria de Campos se trata da Maria cuja filiação lhe atribuímos. Relativamente a seu marido, António Coelho, poderia tratar-se do António, b. 20.5.1608 em Lavre, filho de Brás Coelho e de Francisca Gomes ou, de acordo com uma outra hipótese, o António, b. 15.2.1613 em Lavre, filho de André Coelho e de Catarina Lopes.
[4] Esta Margarida Miguens parece ser uma filha de Brás Miguens e de Brites Fernandes, que casou a 2.2.1621 em Lavre com um Manuel Rodrigues)

Amado

Por: Luís Projecto Calhau
_______



§ I

I - RODRIGO AMADO, n. Redondo, c.c. Catarina Dias, n. Redondo.
Tiveram:

1 (II) Manuel Rodrigues, n. Redondo, c.c. [13-10-1596 – Matriz Redondo] Mónica Charrua, n. Redondo, filha de João Charrua e de Luzia Rodrigues.


§ II

I – MANUEL AMADO, c.c. Margarida Brás, n. Redondo, f. 26.5.1595 Matriz Redondo.



§ III

I – PEDRO ANES AMADO, morador na Herdade da Calva – Redondo, f. 24.12.1605 Matriz Redondo. Casou com N e tiveram:

1 (II) Margarida Pires, c.c. Mateus Orvalho. Faleceu a 26.3.1608, sendo sepultada na igreja Matriz de Redondo.

2 (II) N, c.c. Domingos Fernandes, morador na Herdade da Sernadinha, “a quem mataram” em 13.9.1610. Foi sepultado na igreja da Matriz de Redondo.


§ IV

I – ANTÓNIO AMADO, c.c. Isabel Francisca, f. 16.3.1610 Matriz Redondo, sendo sepultada na igreja da Misericórdia.
Tiveram:

1 (II) – Pedro Amado, solteiro, f. 25.9.1607 Matriz Redondo. Enterrou-se na Igreja da Misericórdia da mesma vila.

2 (II) Inês, b. 23.5.1591 Matriz Redondo, assistindo como padrinhos Jorge do Rego e Ana Martins.


§ V

I – JOÃO DIAS AMADO [possível filho de Rodrigo Amado e de Catarina Dias] c.c. N, filha de Brás Martins, morador na vila de Redondo, na Rua de Montoito. Faleceu a 5.2.1609 e enterrou-se na igreja da Matriz da dita vila.

Possivelmente o mesmo “João Amado” que assistiu como padrinho, conjuntamente com Margarida Anes, a 20.5.1601 na Matriz de Redondo, no baptismo de João, filho de Baltazar Fernandes e de Maria Bentes.

__

Vaza Farelães

Por: Luís Projecto Calhau
________



I – Manuel de Farelães Serrão, nascido cerca de 1590 em Avis, filho de Álvaro da Vaza Farelães “o Velho” e de sua mulher Catarina Lopes (casados no Cano - Sousel a 19.8.1590), neto paterno de Manuel de Farelães e de Francisca de Torres, neto materno de Diogo Gomes e de Joana Lopes. Casou em 24.8.1611 na Matriz da referida vila de Avis com Cecília da Gama de Carvalho, de quem houve:

1 (II) Manuel, b. 19.1.1615 Avis.
2 (II) Catarina, b. 14.11.1626 Avis.
3 (II) Francisco da Gama Farelães, n. Avis, casou a 28.10.1636 na mesma freguesia com Leonor de Vide, filha de Fernão Rodrigues e de Inês Fernandes, todos da referida vila. Serviu como testemunha Álvaro da Vaza “o Moço”. Era tabelião de notas em 1676.
4 (II) Álvaro da Vaza Farelães, n. Avis, casou a 1.7.1646 em Avis com Paula das Neves de Lemos, filha de Luís Raposo e de Escolástica de Lemos. Terá contraído matrimónio, em segundas núpcias, com Francisca Tenreiro Manhãs, filha de Francisco Rodrigues “Alterado”, de alcunha, natural de Torres Novas, e de Joana Manhãs Tenreiro, natural de Fronteira, neta paterna de António Rodrigues “Alterado” e de Simoa Antunes Massano, neta materna de Lourenço Gonçalves Manhãs e de Francisca Tenreiro (esta, segundo as genealogias, seria filha de Fernão Gonçalves Tenreiro e de sua mulher Guiomar de Gouveia, sendo assim descendente, por varonia, de Diogo Lopes Tenreiro, que foi alcaide-mor da Corunha, Sr. de Villalba, Flôr de Betanzos e vila de Andrade, que terá herdado, certamente, de sua mulher Aldara Fernandes de Andrade, da notável família “Andrade” da Corunha). Tiveram os seguintes filhos[1]:

1 (III) Joana, b. 7.10.1669 em Avis pelo Pe. Frei Diogo de Quintano, assistindo como padrinho Lourenço de Abreu de Vasconcelos.
2 (III) Álvaro da Vaza Farelães, b. 5.1.1676 em Avis.
3 (III) Rev. Frei Francisco da Vaza Farelães, ao qual se referiu seu irmão, Pe. António da Vaza Farelães, no seu testamento. Faleceu antes de 1735.
4 (III) Rev. Frei António da Vaza Farelães, frei conventual no Real Convento de São Bento de Avis, habilitou-se a Familiar do Santo Ofício[2], faleceu em 1735 com testamento cerrado[3], fazendo-se sepultar na sepultura de seus antepassados, na igreja Matriz de Avis, nomeando sua tia Catarina Lopes Quintana e seu irmão Bento da Vaza Farelães.
5 (III) Bento da Vaza Farelães, que segue.
6 (III) Rev. Frei Lourenço da Vaza Farelães, n. Avis, que em 1686 solicitou uma petição para examinação do seu património e tomada de provisão do seu dote para se habilitar a Ordens Menores[4].

Segundo Baltazar Teixeira Pinheiro, de cerca de 70 anos, natural de Avis, que serviu de testemunha no processo de inquirição de genere do Rev. Frei Lourenço da Vaza Farelães:

“… ser o dito justificante cabra por parte de seu avô paterno, que era filho de Álvaro da Vaza o Velho, o qual disse o dito Baltazar Teixeira sempre ouvira dizer ser cabra, sem embargo de que também disse que os avós paternos e mãe do justificante, que ele conheceu e conhece, são tidos e havidos por limpos de sua geração e sangue.”[5]  

III – Bento da Vaza Farelães, b. 19.7.1679 em Avis, sendo padrinhos Inácio Freire e Beatriz Cabral, foi sargento-mor das Ordenanças da vila de Avis, faleceu com testamento cerrado[6] em 1736, nele nomeando, entre outro, seu irmão, o Reverendo Frei António da Vaza Farelães e sua tia Catarina Lopes Quintana[7].

Bento da Vaza Farelães casou com sua prima Helena Mendes da Gama, b. 27.11.1695 em Mourão, senhora de muitas fazendas, das famílias mais nobres da região, que se tratavam com escravos, filha de Fernando de Vargas Limpo, n. Monsaraz, e de Antónia da Rosa Limpo, b. 1669 em  Santo Antão – Évora (irmã do padre Francisco da Rosa Limpo[8]), neta paterna de Baltazar Limpo de Valadares (filho de Francisco Garducho e de Leonor de Álamo) e de Helena Mendes da Gama (filha de Fernão de Vargas e de Guiomar Coelho da Gama), ambos de Monsaraz, neta materna de Manuel da Rosa de Azevedo, n. Mourão, escrivão da Câmara de Mourão, alferes da bandeira da mesma vila e cavaleiro professo da Ordem de Cristo (filho de Fernando da Rosa e de Inês Gonçalves, ambos de Mourão), e de sua mulher Brites Moniz Limpo, n. Mourão (irmã de Pedro Moniz Limpo[9], ambos filhos de António Garducho Limpo e de Brites Moniz, naturais de Mourão).
Tiveram:

1 (IV) Álvaro da Vaza Farelães, nomeado no testamento de seu pai, como o filho mais velho.
2 (IV) Fernando da Vaza Farelães, nomeado no testamento de seu pai.
3 (IV) Joana Mendes da Gama Limpo, que segue.
4 (IV) Antónia Teresa da Gama, que foi nomeada no testamento de seu pai.
5 (IV) Pe. António José Limpo, que se habilitou de genere em 1750 para ser admitido a Ordens Menores[10].

IV – Joana Mendes da Gama Limpo, b. 12.7.1719 em Avis, sendo seus padrinhos José Pereira Garcês Freire e D. Joana Reimoa da Mata, e aí casou a 4.3.1737 com Manuel José de Albuquerque e Albergaria, n. Golegã, tabelião de Notas e do Judicial em Fronteira e seu termo em 1762, filho de José Duarte de Albuquerque e de D. Vicência de Azevedo e Casco. Tiveram, pelo menos, o seguinte filho:

1 (V) Francisco José de Albuquerque e Albergaria de Azevedo Casco Gama da Vaza Farelães, b. 7.7.1740 em Mourão[11], tendo como padrinhos o Dr. Francisco da Rosa Limpo e, por devoção, N.ª Sr.ª das Candeias, tocando com a prenda João Limpo Pimentel[12]. Casou com D. Ana Hipólita Eusébia de Aguiar, natural de Elvas (Assunção ou Alcáçova), filha de António Fernandes Cordeiro, n. Alcáçova – Elvas,  e de Bárbara Jacinta Ascênsia, n. S. Salvador - Elvas. Foram moradores na Rua do Cabrito, em Elvas, e tiveram:

1 (VI) Ana, n. 9.12.1771, b. 17.12.1771 em Alcáçova – Elvas.
2 (VI) Mariana, b. 19.7.1774 em Alcáçova – Elvas.
3 (VI) D. Maria Rosa de Albuquerque e Albergaria de Azevedo Casco Gama da Vaza Farelães, casou com Joaquim José Paulo Mexia, cirurgião, n. S. Salvador – Elvas, filho de José Caetano, n. Beja, e de Gracia Joaquina Mexia, n. S. Pedro – Elvas, e deles houve:

1 (VII) Diogo Paulino de Azevedo Casco da Gama Albergaria Albuquerque da Vaza Farelães, que serviu de padrinho no baptismo de seu irmão Manuel.
2 (VII) D. Domingas Rosa de Azevedo, que segue.
3 (VII) Catarina, b. 17.8.1805 em Assunção – Elvas.
4 (VII) Manuel, n. 7.11.1807, b. 16.11.1807 em Assunção – Elvas.

VII – D. Domingas Rosa de Azevedo, b. 20.2.1794 em Alcáçova – Elvas, casou a 12.4.1817 em S. Salvador – Elvas, com Tomás de Vila Nova, cabo da Esquadra do Regimento de Artilharia n.º 3, n. S. Salvador, filho de Anastácio da Cruz, n. Brinches – Serpa, e de Francisca de Jesus, n. Redondo. Deles houve:

1 (VIII) Maria da Conceição, n. 27.12.1831, b. 8.1.1832 em Assunção – Elvas, casou aos 31 anos, a 20.8.1863 na Matriz do Redondo, com Domingos Isidoro Penim, n. Redondo, filho de Isidoro de Jesus Prexeiro e de Maria Joana Penim, com descendência.




[1] Possivelmente seria também seu filho um, Francisco da Gama Farelães, natural de avis, que em 1683 recebeu alvará para escudeiro fidalgo, dado como filho de Álvaro da Vaza Farelães.
[2] IAN/TT, Tribunal do Santo Ofício, Conselho Geral, Habilitações Incompletas, doc. 827. (Documento em mau estado, retirado da leitura)
[3] IAN/TT, ADP, Ouvidoria da Comarca de Avis, Cx. 004 (Testamento e Codicilo Cerrados – Pe. Frei António da Vaza Farelães).
[4] IAN/TT, ADE, Processos Eclesiásticos, Sub-rogação de Património - Cxª 2, nº 26.
[5] IAN/TT, ADE, Processos Eclesiásticos, Sub-rogação de Património, Cx. 2, nº 26, fl. 5 v (Lourenço da Vaza Farelães).
[6] IAN/TT, ADP, Ouvidoria da Comarca de Avis, Cx. 007 (Testamento e Codicilo Cerrados – Bento da Vaza Farelães).
[7] Supõe-se que a referida Catarina Lopes Quintana seja a mesma que casou em Avis a 2.1.1672 com seu primo Manuel da Gama Farelães, por procuração passada a Diogo de Quintano (o registo de casamento não refere a filiação). Possivelmente a mesma Catarina, b. 29.2.1628 em Avis, filha de Diogo de Quintano e de Joana (de Sá ou Eça).
[8] IAN/TT, ADE, Processos eclesiásticos, Requisitórias, Cx. 19, nº 519.
[9] Que teve alvará em 1666 de 20$000 rs de pensão com o hábito de Santiago para quem casar com sua filha. (IAN/TT, Registo Geral de Mercês, Ordens Militares, liv.12, f. 373v-374)
[10] IAN/TT, ADE, Processos Eclesiásticos, Diligências de estilo, de vida e costumes - Cxª 7, nº 46
[11] IAN/TT, ADE, Registos Paroquiais, Mourão, L. 4, fl. 136.
[12] Recebeu Mercê de D. José I, em 1751, para o ofício de escrivão da Câmara da vila de Mourão. (IAN/TT, Registo Geral de Mercês de D. José I, Lv. 2, fl. 392). Em 1745 recebeu Mercê de D. João V com provisão de 12$000 rs de tença. (IAN/TT, Registo Geral de Mercês de D. João V, Lv. 36, fl. 107). Era filho de André Limpo de Oliveira e de Inácia Juliana Pimentel. Casou com Teresa Bernarda Joaquina de Miranda e Brito, filha de António Nunes de Miranda e de Catarina Nunes da Rosa, todos de Mourão. Seria, possivelmente, sobrinho do padre João Limpo de Oliveira, filho de André Limpo e de Antónia Vaz, que habilitou de Genere para tomar Ordens de Evangelho em 1646 (IAN/TT, ADE, Processos Eclesiásticos, Ordens de Evangelho, Cx. 18, n.º 174). Um seu homónimo terá requerido, em 1817, uma justificação de nobreza (IAN/TT, Feitos Findos, Justificações de Nobreza, Mç. 14, n.º 44).

Gois

- Campo Maior - 
___________


Primeira Geração

        1. Belchior Fernandes.
Belchior casou com Isabel Mexia.

Tiveram:

+              2  M           i.   Pedro Fernandes nasceu e/ou foi bap. em 3.5.1599 em Matriz Campo Maior.

+              3  F            ii.   Inês Lopes nasceu e/ou foi bap. em 29.4.1601 em Matriz Campo Maior.
                    4  F           iii.   Catarina Mexia nasceu e/ou foi bap. em 11.8.1608 em Matriz Campo Maior.
                    5  M         iv.   Francisco nasceu e/ou foi bap. em 17.3.1621 em Matriz Campo Maior.



Segunda Geração

        2. Pedro Fernandes (Belchior Fernandes) nasceu e/ou foi bap. em 3.5.1599 em Campo Maior.
Pedro casou com Domingas Gomes, filha de Domingos Lopes e Maria Fernandes, em 8.1.1623 em Campo Maior. Domingas nasceu e/ou foi bap. em 15.8.1602 em Campo Maior.

Tiveram:

+              6  M           i.   João de Gois nasceu e/ou foi bap.  em 15.1.1631.

+              7  M          ii.   Pedro Fernandes de Gois nasceu e/ou foi bap.  em 24.2.1633.

+              8  M         iii.   Manuel de Gois nasceu e/ou foi bap.  em 14.9.1642.
                    9  F           iv.   Isabel Martins.
Isabel casou com (1º cas.) Simão Coelho em 11.10.1662 em Matriz Campo Maior.
Isabel também casou com (2º cas.) António Vaz em 11.10.1680 em Matriz Campo Maior.

        3. Inês Lopes (Belchior Fernandes) nasceu e/ou foi bap. em 29.4.1601 em Matriz Campo Maior.
Inês casou com Domingos Fernandes Prior em 2.7.1624 em Matriz Campo Maior.

Tiveram:

+            10  F             i.   Maria Vaz nasceu e/ou foi bap. em 13.12.1626 em Matriz Campo Maior.
                  11  M          ii.   João nasceu e/ou foi bap. em 20.2.1628 em Matriz Campo Maior.
                  12  F           iii.   Francisca nasceu e/ou foi bap. em 1.11.1628 em Matriz Campo Maior.



Terceira Geração

        6. João de Gois (Pedro Fernandes, Belchior Fernandes) nasceu e/ou foi bap. em 15.1.1631 em Matriz Campo Maior.
João casou com (1º cas.) Maria Vaz em 26.7.1651 em Matriz Campo Maior.


João e Maria tiveram os seguintes filhos:
                  13  M           i.   Domingos nasceu e/ou foi bap. em 25.4.1655 em Matriz Campo Maior.

João também casou com (2º cas.) Joana Batista em Matriz Campo Maior.

Tiveram:
                  14  M          ii.   Sebastião de Gois nasceu e/ou foi bap. em 31.1.1662 em Matriz Campo Maior.
                  15  F           iii.   Isabel de Gois nasceu e/ou foi bap. em 1.11.1659 em Matriz Campo Maior.

+            16  M         iv.   Pedro Fernandes de Gois nasceu e/ou foi bap. em 22.3.1657 em Matriz Campo Maior.

        7. Pedro Fernandes de Gois (Pedro Fernandes, Belchior Fernandes) nasceu e/ou foi bap. em 24.2.1633 em Matriz Campo Maior.
Pedro casou com Ana Fernandes em 23.7.1652 em Matriz Campo Maior.

Tiveram:
                  17  M           i.   Diogo de Gois nasceu e/ou foi bap. em 4.9.1662 em Matriz Campo Maior.
                  18  F            ii.   Domingas Gomes nasceu e/ou foi bap. em 15.3.1654 em Matriz Campo Maior.
Domingas casou com João Rodrigues em 10.3.1671 em Matriz Campo Maior.
                  19  F           iii.   Beatriz nasceu e/ou foi bap. em 22.7.1668 em Matriz Campo Maior.
                  20  F           iv.   Ana nasceu e/ou foi bap. em 8.2.1671 em Matriz Campo Maior.

        8. Manuel de Gois (Pedro Fernandes, Belchior Fernandes) nasceu e/ou foi bap. em 14.9.1642 em Matriz Campo Maior.
Manuel casou com (2º cas.) Catarina Martins em 6.8.1662 em Matriz Campo Maior. Catarina nasceu e/ou foi bap. em 15.1.1645 em Matriz Campo Maior.

Tiveram:

+            21  F             i.   Domingas Gomes nasceu e/ou foi bap.  em 28.5.1663 em Matriz Campo Maior.

Manuel também casou com (1º cas.) Ana Gonçalves em 23.11.1659 em Matriz Campo Maior.

      10. Maria Vaz (Inês Lopes, Belchior Fernandes) nasceu e/ou foi bap. em 13.12.1626 em Matriz Campo Maior.
Maria casou com João Mexia Fouto em 2.2.1658 em Matriz Campo Maior.

Tiveram:

+            22  F             i.   Maria Mexia Fouto nasceu e/ou foi bap. em 24.2.1660 em Matriz Campo Maior .
                  23  M          ii.   Padre Francisco Mexia Fouto nasceu e/ou foi bap. em 30.1.1663 em Matriz Campo Maior.
                  24  M         iii.   Domingos nasceu e/ou foi bap. em 28.10.1665 em Matriz Campo Maior.
                  25  F           iv.   Inês nasceu e/ou foi bap. em 20.6.1669 em Matriz Campo Maior.
                  26  F            v.   Inês nasceu e/ou foi bap. em 21.2.1672 em Matriz Campo Maior.
                  27  M         vi.   Manuel nasceu e/ou foi bap. em 24.1.1677 em Matriz Campo Maior.



Quarta Geração

      16. Pedro Fernandes de Gois (João de Gois, Pedro Fernandes, Belchior Fernandes) nasceu e/ou foi bap. em 22.3.1657 em Matriz Campo Maior.
Pedro casou com Catarina Vaz Castanho.

Tiveram:

+            28  M           i.   Henrique de Gois.

      21. Domingas Gomes (Manuel de Gois, Pedro Fernandes, Belchior Fernandes) nasceu e/ou foi bap. em 28.5.1663 em Matriz Campo Maior.
Domingas casou com Manuel Fernandes Manhoso em 6.6.1688 em Matriz Borba. Manuel nasceu e/ou foi bap. em 12.12.1663 em Matriz Vila Viçosa.

Tiveram:
                  29  M           i.   Manuel de Gois Soveral nasceu e/ou foi bap. em 19.4.1690 em Matriz Borba.
Manuel casou com (1º cas.) Isabel Clara Micaela em 26.4.1719 em Santo Antão Évora.
Manuel também casou com (2º cas.) Rosa Maria Lancinha em 30.7.1735 em Matriz Borba.
                  30  F            ii.   Luísa Maria Manhoso nasceu e/ou foi bap. em 31.8.1692 em Matriz Borba.
Luísa casou com André Rodrigues da Rocha.
                  31  M         iii.   Francisco Martins Manhoso nasceu e/ou foi bap. em 17.5.1694 em Matriz Borba.
Francisco casou com Maria Rodrigues.
                  32  M         iv.   Inácio de Gois Soveral nasceu e/ou foi bap. em 7.8.1695 em Matriz Borba.
Inácio casou com Maria de Palma Nogueira em 28.9.1721 em Matriz Borba.
                  33  M          v.   João de Gois Soveral nasceu e/ou foi bap. em 16.2.1697 em Matriz Borba.
                  34  M         vi.   Lopo Silveiro nasceu e/ou foi bap. em 7.9.1698 em Matriz Borba.
Lopo casou com Inês Maria da Silveira.

Tiveram:

35 M        i. Francisco Silveiro do Soveral.

                  36  M        vii.   António Gomes Manhoso nasceu e/ou foi bap. em 22.4.1699 em Matriz Borba.
António casou com (2.º cas.) Maria Josefa Rosado em 14.8.1746 em Matriz Borba.
António também casou com (1.º cas.) Ana Maria em 14.7.1737 em Matriz Borba.
                  37  M       viii.   Xavier de Gois nasceu e/ou foi bap. em 8.12.1700 em Matriz Borba.
                  38  M         ix.   Sebastião Gomes Manhoso nasceu e/ou foi bap. em 26.1.1702 em Matriz Borba.
Sebastião casou com Isabel Joaquina Cordeiro.
                  39  F            x.   Maria Josefa Manhoso nasceu e/ou foi bap. em 2.2.1704 em Matriz Borba.
Maria casou com Manuel Lopes.
                  40  F           xi.   Ana Maria Manhoso nasceu e/ou foi bap. em 14.3.1706 em Matriz Borba.
Ana casou com Domingos Rodrigues Coelho

Tiveram:

41  M    i.  Bernardino António Coelho 

      22. Maria Mexia Fouto (Maria Vaz, Inês Lopes, Belchior Fernandes) nasceu e/ou foi bap. em 24.2.1660 em Matriz Campo Maior.
Maria casou com Capi. João Pereira Mexia em 31.5.1677 em Matriz Campo Maior.

Tiveram:
                  42  M           i.   João Pereira Mexia nasceu e/ou foi bap. em Matriz Campo Maior.

João casou com Leonor Pereira Mexia em 19.3.1710 em Matriz Campo Maior. Leonor nasceu e/ou foi bap. em Matriz Campo Maior.



Quinta Geração

      28. Henrique de Gois (Pedro Fernandes de Gois, João de Gois, Pedro Fernandes, Belchior Fernandes) nasceu e/ou foi bap. em S. Lourenço Portalegre.
Henrique casou com Margarida Gonçalves em 27.11.1719 em Sé Portalegre.

Tiveram:
                  43  F             i.   Maria Batista de Gois nasceu e/ou foi bap. em 15.7.1720 em Sé Portalegre.
Maria casou com João Serra Curado em 14.7.1737 em Sé Portalegre.
                  44  M          ii.   João de Gois nasceu e/ou foi bap. em 25.8.1725 em Sé Portalegre.
                  45  F           iii.   Ana Maria de Gois nasceu e/ou foi bap. em 29.3.1728 em Sé Portalegre.
Ana casou com André Antunes em 10.10.1760 em Sé Portalegre.
                  46  F           iv.   Antónia Maria de Gois nasceu e/ou foi bap. em Sé Portalegre.

Antónia casou com Francisco de Matos em 16.9.1759 em Sé Portalegre.