Estudar as nossas raízes faz parte de um processo de autoconhecimento...

Estudar as nossas raízes faz parte de um processo de autoconhecimento...
Pretende-se que este blogue se materialize num importante contributo para o estudo das famílias do Alentejo, com especial incidência nas zonas de Borba, Estremoz, Vila Viçosa, Alandroal e Redondo.





“A genealogia não deverá tornar-se num processo dissimulado de busca obsessiva por gente nobilitada, socialmente distinta, mas antes como um veículo facilitador do conhecimento e apropriação do modo de vida daqueles que, independentemente do seu estatuto social e da sua condição económica, representaram o elo de uma corrente - a mesma que só tomou forma porque cada elo esteve em dado momento no seu lugar, com maior ou menor bravura, maior ou menor sofrimento e espírito de sacrifício, mais ou menos propósito, simplesmente teve a nobreza e o dom, que mais não fosse, da sua própria existência… e creiam que à medida que vou envelhecendo, vou proporcionalmente tomando maior consciência da importância e necessidade de “genealogia” e “humildade” caminharem sempre de mãos dadas…”

__________________________________________________________________________ O Autor





Tavares

 
________

- S. Bento do Cortiço –
   (antes, de Portalegre)



§ I (Único)


I – Pedro Tavares, cuja filiação ainda permanece por apurar, viveu em Portalegre no primeiro quartel do séc. XVII, já falecido em 1645, teve com Maria de Campos [registo de casamento ainda por localizar], pelo menos, o seguinte filho:

II – José Tavares, que terá nascido, provavelmente entre 1618 e 1625, em Portalegre. Sabe-se que terá ido viver, com apenas 5 ou 6 anos, para a vila de Cabeço de Vide, onde se manteve durante 13 ou 14 anos, segundo parece, sem a companhia de seus pais, desconhecendo-se a razão de tal separação, quando ainda criança. Mais tarde, já na idade adulta, terá passado a Monforte.

Apresentou o mesmo José Tavares, em 12.8.1645, uma petição de dispensas matrimoniais [registo de casamento por localizar] para poder casar com Catarina de Camões, moça solteira, natural de Monforte, filha de Francisco Camões e de sua mulher Joana Gomes - já defunta. Na sequência desse processo, foram ouvidas algumas testemunhas, todas naturais de Cabeço de Vide, que atestam sob juramento conhecer José Tavares, sendo unânimes em referir sobre o mesmo ser “mancebo solteiro, natural de Portalegre, não terem conhecido o pai nem mãe e só o conhecem a ele porque foi morar para a vila de Cabeço de Vide sendo menino de cinco ou seis anos”.

O casal viveu em S. Bento do Cortiço, tendo Catarina Camões falecido, já viúva, nessa freguesia, em 12.11.1661. Houve filhos:

1 (III) José Tavares, que segue.

2 (III) Manuel, baptizado em S. Bento do Cortiço a 19.4.1651. Foram seus padrinhos Domingos Cortes e D. Brites.

3 (III) Pedro, baptizado em S. Bento do Cortiço a 15.9.1653. Foram padrinhos Manuel Gomes Ribeiro e Maria Gomes.

III - José Tavares, que terá nascido em data próxima de 1646, provavelmente em S. Bento do Cortiço. Tudo indica que seria mais um filho do casal acima, todavia, a ausência de livros paroquiais para datas anteriores a 1651 não permitiu ainda comprovar tal hipótese. Casou [ignora-se quando e onde, embora possamos estimar ter acontecido tal enlace por volta de 1662, considerando que teve um filho nascido no primeiro mês do ano seguinte. Seria, nesse pressuposto, menor de 17 anos.] com Maria Mendes ou Lopes, cuja filiação não se apurou, e tiveram filhos:

1 (IV) Pedro, baptizado em S. Bento do Cortiço a 28.1.1663. Terá, provavelmente, falecido de tenra idade, pois mais tarde veio a ser baptizado um outro do mesmo nome. Foram seus padrinhos Manuel Gomes, lavrador, e Francisco Mendes Ameixial.

2 (IV) Maria, baptizada na mesma freguesia a 25.3.1665.

3 (IV) Maria Mendes, baptizada na mesma paróquia a 19.5.1666, assistindo como padrinhos Pedro Fernandes Nigero [ou Ningelo] e Maria Vaz.
Casou a 7.9.1681 em S. Bento do Cortiço com João Alves Niza, natural de Torres Novas, filho de Fernão Alves e de Isabel de Niza, assistindo como testemunhas o licenciado Manuel Ferreira, Manuel Fontes e mais gente do povo. Tiveram, pelo menos a criança que segue, tendo a mãe falecido, certamente em consequência do parto dada a proximidade temporal, a 23.9.1684 em S. Bento do Cortiço:

             1 (V) “Uma criança”, que faleceu de tenra idade a 19.9.1684 em S. Bento do Cortiço.

4 (IV) Beatriz Tavares, que segue.

5 (IV) Isabel Mendes, baptizada a 17.2.1669, sendo padrinhos Pedro Fernandes Ningelo e Maria Rodrigues. Casou em S. Bento do Cortiço, a 2.2.1698, com António Rodrigues, filho de Manuel Rodrigues e de Maria Gonçalves. Foram testemunhas desse casamento Francisco Martins e Simão Mendes.

6 (IV) Pedro, baptizado a 23.11.1670, tendo como padrinhos Pedro Fernandes Bigorro e Maria Rodrigues, mulher de Manuel Gomes Feitor.

7 (IV) Alexandre, baptizado a 12.1.1678 na mesma paróquia. Teve como padrinhos Manuel de Andrade de Brito e Catarina Gonçalves.

8 (III) Uma Criança, falecida a 24.4.1682 e sepultada na igreja de S. Bento do Cortiço.

IV – Beatriz Tavares, foi baptizada em S. Bento do Cortiço a 30.10.1667, sendo padrinhos Pedro Fernandes Ningelo e Beatriz Fernandes. Casou na mesma paróquia a 1.11.1693 com André Rodrigues, filho de Manuel Rodrigues e de Maria Gonçalves. Tiveram filhos:

1 (V) Josefa Rodrigues, que segue.

2 (V) “Uma criança”, falecida a 15.9.1696.

3 (V) Eufémia, baptizada a 2.10.1695, assistindo como padrinho António Rodrigues Pegas.

4 (V) Agostinho Mendes, que casou a 20.5.1725 em S. Bento do Cortiço com Catarina Garcia, natural do mesmo lugar, filha de António Garcia e de Inácia de Campos.

5 (V) Mariana Mendes, que casou a 19.4.1722 na referida freguesia com António Lopes, natural de S. Domingos de Ana Loura, filho de Domingos Fernandes e de Violante Lopes. Foram testemunhas desse matrimónio António Rosado e António Cordeiro.

V – Josefa Rodrigues, foi baptizada a 19.9.1694 em S. Bento do Cortiço e teve como padrinhos Manuel Rodrigues Ningelo e Isabel Salvada. Casou, na mesma freguesia, a 24.8.1721 com Manuel Gonçalves, natural de Monte Margarida – Guarda, filho de Manuel Antunes e de Isabel Gonçalves. Tiveram:

VI – Maria Rodrigues, baptizada a 3.10.1723 em S. Bento do Cortiço, casou a 6.10.1743 na mesma paróquia com Manuel Gonçalves, natural de Sabugal – Guarda, de quem houve descendência.

______

Nota: Agradece-se qualquer contributo com informações complementares sobre os indivíduos mencionados na presente resenha genealógica. Poderá fazê-lo utilizando uma das aplicações disponíveis em baixo (enviar a mensagem por correio eletrónico) ou (enviar comentário).