Estudar as nossas raízes faz parte de um processo de autoconhecimento...

Estudar as nossas raízes faz parte de um processo de autoconhecimento...
Pretende-se que este blogue se materialize num importante contributo para o estudo das famílias do Alentejo, com especial incidência nas zonas de Borba, Estremoz, Vila Viçosa, Alandroal e Redondo.





“A genealogia não deverá tornar-se num processo dissimulado de busca obsessiva por gente nobilitada, socialmente distinta, mas antes como um veículo facilitador do conhecimento e apropriação do modo de vida daqueles que, independentemente do seu estatuto social e da sua condição económica, representaram o elo de uma corrente - a mesma que só tomou forma porque cada elo esteve em dado momento no seu lugar, com maior ou menor bravura, maior ou menor sofrimento e espírito de sacrifício, mais ou menos propósito, simplesmente teve a nobreza e o dom, que mais não fosse, da sua própria existência… e creiam que à medida que vou envelhecendo, vou proporcionalmente tomando maior consciência da importância e necessidade de “genealogia” e “humildade” caminharem sempre de mãos dadas…”

__________________________________________________________________________ O Autor





Sousa

Por: Luís Projecto Calhau
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De Proença-a-Velha, que passaram a Estremoz e Redondo



I – António de Sousa, n. cerca 1675 Proença-a-Velha, filho ilegítimo (segundo o Processo de Habilitação de Ordens Menores de seu filho Simão da Cruz e Sousa, abaixo) de António Fernandes Coelho, de alcunha “o Craveiro”, n. Proença-a-Velha, que “era muito pobre, viveu durante muitos anos à jorna” e amancebando-se com Mariana de Sousa, da vizinhança de Torre de Moncorvo, deles houve o filho António de Sousa. Depois do nascimento deste filho terá “o Craveiro” casado com Maria Miguel, desconhecendo-se eventual descendência. António de Sousa casou 1ª vez na freguesia de Stº André de Estremoz a 15.10.1690 com Maria da Silva (neste assento de casamento o contraente é, curiosamente, dado como filho de Domingos Francisco e de Maria de Sousa, partindo do pressuposto de que não se trata do casamento de homónimos). Casou a 2ª vez a 3.2.1709 em Stº André de Estremoz (referido no respectivo assento como viúvo de Maria da Silva) com Francisca Gomes Velhinha, natural da mesma, filha de José Rodrigues Velhinho e de Serafina Rodrigues, oleiros, ambos de Stº André (casados nessa freguesia a 28.8.1672), n.p. Manuel Rodrigues Velhinho e de Maria Cruz, n.m. João Gomes e de Isabel Rodrigues. Foram testemunhas do seu casamento com Francisca Gomes Velhinho o padre celebrante Frei Baltazar da Veiga Lucas, João da Silva Maldonado e Cristóvão Landim da Gama (fl. 38 vs, tif. 41). Foram oleiros.

Do 2º casamento de António de Sousa houve:

1 (II) Maria Inácia de Sousa, b. 25.12.1709 Stº André Estremoz, sendo padrinhos Manuel Rodrigues, lavrador do Monte do Olival, e Catarina das Candeias (tif. 189). Casou em Stº André de Estremoz a 6.3.1758, dispensando do 2º grau de consanguinidade, com seu primo co-irmão João Dias Velhinho, filho de José Dias e de Brites Gomes Velhinha.

2 (II) José, b. 28.10.1711 Stº André de Estremoz, p.p. José da Silva Martins e Joana Gomes.

3 (II) Pe. Simão da Cruz e Sousa, b. 3.5.1716 em Stº André Estremoz, assistindo como padrinhos  o capitão Simão Pereira e Luísa Rodrigues, donzela, filha de Manuel Rodrigues, da Herdade da Fonte (Santo André - Estremoz, L. 19, fl. 225 vs, tif. 117). Habilitou-se para ser admitido a Prima Tonsura, Ordens Menores e de Epístola (ADE, Proc. 2020, Mç. 145)

4 (II) João de Sousa, n. Stº André Estremoz, casou na freguesia de Stº André a 11.7.1751 com Eugénia Teresa, n. 9.7.1719, b. 18.7.1719, filha de Manuel Gomes Ruivo e de Maria Borralha (casados a 11.11.1715 Stº André de Estremoz), n.p. Manuel Gomes Ruivo “o Velho” e da sua 2ª mulher Francisca Martins Giloa (certamente aparentada com João Rodrigues Gilão, n. Estremoz, que se habilitou de Genere em 1681, filho de João Rodrigues Gilão e de Joana Gomes Calada, cf. ADE, Ordens de Missa, Cx. 104, Pç. 1001), n.m. do tenente António Martins Casco e de Catarina Borralha.

Deles houve, pelo menos, o seguinte filho:

III - José de Sousa, b. 9.1.1754 Stº André de Estremoz, casou na mesma freguesia a 24.5.1779 com Felícia Maria, n. Matriz de Redondo, filha de Francisco da Fonseca, n. Teixoso, e de Catarina Inácia, b. 13.5.1734 S. Pedro de Elvas, n. p. Manuel da Fonseca e de Maria Martins Esteves, naturais de Teixoso (certamente os mesmos Manuel da Fonseca Fortuna e Maria Martins Esteves Pancho, casados em Teixoso a 19.5.1725), n.m. Manuel Pereira, n. Pêro Soares, e de Isabel Martins Pereira, n. Alcáçova – Elvas (casados em Alcáçova a 29.1.1719, sendo ele viúvo e ela solteira, filha de José Fernandes e de Isabel Rodrigues). 

Tiveram, pelo menos, os seguintes filhos:

1 (IV) Inácio José de Sousa, n. Matriz de Redondo, oleiro, também conhecido como “Inácio Oleiro”, casou na mesma Matriz a 22.8.1818 com Maria da Cruz Pereira Proença, filha de José Joaquim Proença e de Catarina Maria Pereira, com descendência.

2 (IV) Rosa de Lima, casou na Matriz de Redondo a 25.8.1816 com José Grave, filho de José Grave e de Maria Manuel.

3 (IV) Heliodoro, b. 6.9.1788 na Matriz de Redondo.

4 (IV) Francisco de Sousa, que segue.

5 (IV) Elias António de Sousa, b. 16.6.1791 Matriz de Redondo, casou na mesma freguesia a 11.5.1819 com Jerónima Maria, filha de José Rodrigues de Figueiredo e de Rita Josefa.

6 (IV) Joaquina, b. 1.10.1792 na Matriz de Redondo.

7 (IV) Maria Joana, que casou na Matriz de Redondo a 16.10.1806 com José Joaquim Proença, filho de António José de Proença e de Isabel Caetana.

IV – Francisco de Sousa, n. 12.4.1794, b. 16.4.1794 Matriz de Redondo, casou a 1ª vez na mesma freguesia a 20.1.1814 com Francisca Joana Rosa, filha de José Alves “Ganavelo” e de Isabel Maria. Casou a 2ª vez a 4.12.1833 com Teodora Maria.

Do 1.º casamento houve:

1 (V) Inocêncio, b. 19.11.1814 Matriz de Redondo.

2 (V) José de Sousa, que casou a 19.11.1837 na Matriz de Redondo com Francisca Rosa, filha de Bernardo José e de Maria de Jesus ou da Cruz. Houve descendência.

3 (V) Inocêncio José de Sousa, n. 7.3.1830, b. 13.3.1830 na Matriz de Redondo, casou na mesma freguesia a 18.6.1860 com Catarina Rosa da Veiga, filha de Bento Maria da Veiga e de mariana da Conceição. Houve:
       
VI – José Inocêncio de Sousa, n. Matriz de Redondo, casou na referida freguesia a 26.10.1884 com Caetana Emília Franco Queimado, n. Matriz de Redondo, filha de João Vicente Queimado e de Caetana Vitória Franco. Deles houve:

1 (VII) Raul Queimado de Sousa.

2 (VII) Leovegildo Queimado Franco de Sousa, que casou com Maria Ana Braamcamp de Matos Fernandes, com descendência.


3 (VII) Maria do Anjo Queimado de Sousa.