Estudar as nossas raízes faz parte de um processo de autoconhecimento...

Estudar as nossas raízes faz parte de um processo de autoconhecimento...
Pretende-se que este blogue se materialize num importante contributo para o estudo das famílias do Alentejo, com especial incidência nas zonas de Borba, Estremoz, Vila Viçosa, Alandroal e Redondo.





“A genealogia não deverá tornar-se num processo dissimulado de busca obsessiva por gente nobilitada, socialmente distinta, mas antes como um veículo facilitador do conhecimento e apropriação do modo de vida daqueles que, independentemente do seu estatuto social e da sua condição económica, representaram o elo de uma corrente - a mesma que só tomou forma porque cada elo esteve em dado momento no seu lugar, com maior ou menor bravura, maior ou menor sofrimento e espírito de sacrifício, mais ou menos propósito, simplesmente teve a nobreza e o dom, que mais não fosse, da sua própria existência… e creiam que à medida que vou envelhecendo, vou proporcionalmente tomando maior consciência da importância e necessidade de “genealogia” e “humildade” caminharem sempre de mãos dadas…”

__________________________________________________________________________ O Autor





Cegonha - Vilanova

Por Levi Redondo Bolacha
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Cegonha e a sua origem nos Vilanova, uma família de cristãos novos

 

Primeira Geração

1.  Manuel Dias Cegonha, chamado “o Moço” por oposição ao seu pai, nasceu cerca de 1660 em Salvador, Elvas, tendo aí falecido no ano de 1739 “foi por tontice morrer ao hospital sendo afazendado e tendo filhas casadas[i]. Foi Escrivão Judicial de Elvas desde 1698[ii] até 1733[iii], altura em que pede autorização para se reformar e deixar o seu cargo a um dos seus filhos. Casou com Ângela Mendes do Couto, natural de  Alcáçova (Santa Maria), Elvas, filha de Domingos Pires do Couto e Joana Mendes. Tiveram os seguintes filhos:

2F           i. Ângela Teresa Mendes de Couto e Almeida, natural de Salvador, Elvas, casou com o Capitão-mor Gregório Martins Broa Cid; (Vide Titulo dos Cid-II)

3M         ii. Domingos Pires do Couto de Almeida, nasceu em  Salvador, Elvas e faleceu antes de 1762.

4M         iii. Antonio Pereira do Couto, nasceu em  Salvador, Elvas e aí faleceu a 20/05/1730, deixando testamento.[iv]

5M         iv. Inácio Luís, nasceu em  Salvador, Elvas e faleceu antes de 1730.

6M         v. Padre José do Couto Almeida, nasceu em  Salvador, Elvas e ai faleceu a 20/11/1722 em Elvas.

7F           vi. Josefa Inácia de Almeida nasceu em  Salvador, Elvas e faleceu antes de 1762; Casou com João de Assa Castelo-Branco.

+8F        vii. Joana Teresa de Almeida Cegonha.

9M         viii. Manuel Pereira de Couto e Almeida,  nasceu em  Salvador, Elvas e aí faleceu a  07/01/1763. A 29/12/1762 assina um testamento[v], sendo à época um Tabelião Judicial de Elvas.

10F         ix. Maria da Encarnação do Couto, nasceu em  Salvador, Elvas e faleceu antes de 1762.

11F         x. Catarina, nasceu em  Salvador, Elvas.
 
 

Segunda Geração
 
8.  Joana Teresa de Almeida Cegonha (Manuel Dias) nasceu em  Salvador, Elvas e faleceu antes de 1762; casou com Capitão Domingos Martins de Gusmão.  Tiveram os seguintes filhos:

19M       i. Gonçalo Pires de Gusmão nasceu em  Salvador, Elvas e faleceu a 07/09/1782. Foi familiar do Santo Ofício[vi] e assinou um testamento a 06/09/1782.

20F         ii. Maria Teresa de Gusmão nasceu em  Salvador, Elvas.

 

Ascendência de Manuel Dias Cegonha:

 
1.  Manuel Dias Cegonha, “o Moço”, nasceu cerca de 1660 em Salvador, Elvas.

 

Segunda Geração

2.  Manuel Dias Cegonha, “o Velho nasceu em Elvas e aí casou com Maria Luís. Casou segunda vez com Catarina Pereira. A 30/07/1666 era Escrivão Judicial em Elvas[vii] e assinou um testamento que foi aberto a 28/02/1705[viii].

3.  Catarina Pereira nasceu em Lardosa, Castelo Branco, e faleceu em Salvador, Elvas a 26/08/1706, onde havia assinado um testamento a 05/10/1705[ix]. Manuel Dias Cegonha (o Velho) e Catarina Pereira tiveram os seguintes filhos:

1M         i.  Manuel Dias Cegonha.

ii. Lourenço Pereira Nunes Cegonha.

iii. Dr. Pedro Nunes Cegonha era em 1698 Promotor Eclesiástico.

 

Terceira Geração 

4.  Pedro Dias nasceu em Elvas. Segundo os processos de habilitação dos seus netos ou seria filho de Pedro Dias Vilanova (xn) e de uma das suas criadas ou teria sido abandonado e adoptado por este ainda em criança, tendo vivido toda a sua vida na sua casa.

5.  Maria Alvares nasceu em Elvas, Portalegre.  Pedro Dias e Maria Alvares tiveram os seguintes filhos:

2M         i. Manuel Dias Cegonha “o Velho.

ii. uma menina, que faleceu antes de 1705).

6.  Manuel Salvado nasceu na Lardosa, Castelo Branco.

7.  Beatriz Nunes nasceu na Lardosa, Castelo Branco. Manuel Salvado e Beatriz Nunes tiveram os seguintes filhos:

3F           i. Catarina Pereira.

ii. “uma menina” (que faleceu antes de 1706).

 

Quarta Geração

8.  Pedro Dias Vilanova (xn) nasceu em Estremoz. Servia como Capitão Titular de Infantaria e Engenheiro da Praça de Elvas quando foi preso e enviado para Inquisição de Coimbra, onde morre no cárcere a 26/10/1664[x]. Pedro Dias Vilanova teve de uma criada:

4M         i. Pedro Dias.

Pedro Dias Vilanova casou com Maria Gomes de Morais (xn), filha de Pedro de Brissos de Morais (natural de Elvas) e Ana Lobo Ferreira (natural do Alandroal). Pedro Dias Vilanova e Maria Gomes de Morais tiveram os seguintes filhos:

                i. Isabel Lobo nasceu por volta de 1646 na Sé, Elvas. Casou com João da Fonseca Vilhena em Elvas. A 07/01/1662 Apresentou-se voluntariamente no Palácio dos Estaus em Lisboa para declarar culpas de judaísmo[xi]. O seu processo vai levar praticamente toda a sua família a passar pelos cárceres da Inquisição.

                ii. Salvador

 

Quinta Geração 

16.  Salvador de Vilanova (xn) nasceu em Estremoz, onde vivia em 1639 antes de se mudar para Elvas. A 29/08/1660 era Oficial Maior da Vedoria da Artilharia  em Elvas. Foi preso pelo Tribunal do Santo Oficio sobre acusação de Judaismo, considerado culpado e enviado em degredo para o “Reino do Algarve”.

17.  Isabel Soares (xn) nasceu em Estremoz e faleceu provavelmente em Elvas antes de 1660. Salvador de Vilanova e Isabel Soares tiveram os seguintes filhos:

i. Manuel de Vilanova nasceu cerca de 1630 em Estremoz. Em 1662 era Comissário Geral de Artilharia em Elvas.

ii. Leonor Febos de Vilanova nasceu cerca de 1631 em Santo André, Estremoz[xii].

8M         iii. Pedro Dias Vilanova (cristão-novo).

 
 
Sexta Geração 

32.  Pedro Dias Vilanova (xn) nasceu em Elvas e ai foi Almoxarife.

33.  Leonor de Febos (xn) nasceu em Lisboa.  Pedro Dias Vilanova e Leonor de Febos tiveram os seguintes filhos:

16M       i. Salvador de Vilanova.

ii. Clerigo Pedro Dias Vilanova.

iii. Esperança de Vilanova.

iv. Joana Maria de Vilanova.

v. Leonor de Febos.

34.  Manuel Mendes, o “Tenda Nova”, nasceu em Estremoz e era Tendeiro.

35.  Ângela Dias nasceu em Campo Maior. Manuel Mendes e Ângela Dias tiveram os seguintes filhos:

17F         i. Isabel Soares.

ii. Branca Dias Soares.

iii. Beatriz Soares.

iv. Maria Mendes.



[i] “69) 1739, Domingo, 1 de Fevereiro — Foi a enterrar na sua capela do claustro de São Domingos, Manuel Dias Cegonha. Foi por tontice morrer ao hospital sendo afazendado e tendo filhas casadas” (Revista de Portugal: Língua Portuguesa, Volume 30, Edições 231-240)
[ii] Leitura de Bacharéis - Manuel Dias Cegonha - maço 23, nº28
[iii] Chancelarias João V - Manoel Dias Cegonha - Provizão para renunciar em seu filho Manoel Pereira do Couto um dos Officios de Tabellião do Judicial da Cidade de Elvas - De 5 d'Outubro de 1733 - Livro 86, 159v
[iv] Testamento cerrado de António Pereira de Couto - 19/05/1730 - http://digitarq.adptg.dgarq.gov.pt/viewer?id=1007859
[v] Testamento cerrado de Manuel Pereira do Couto e Almeida - 29/12/1762 - http://digitarq.adptg.dgarq.gov.pt/viewer?id=1007789
[vi] Diligência de Habilitação de Gonçalo Pires de Gusmão - maço 10, doc. 159
[vii] Chancelarias Afonso VI - Manoel Dias Cegonha: Carta de Escrivão Judicial de Elvas. Liv. (Livro) 20 - 115v
[viii] Testamento com que faleceu Manuel Dias Cegonha o Velho em que deixa uma capela com obrigação de trinta missas cada ano imposta na sua terça - http://digitarq.adptg.dgarq.gov.pt/details?id=1004974
[ix] Testamento cerrado de Catarina Pereira, viúva de Manuel Dias Cegonha - 05/10/1705 - http://digitarq.adptg.dgarq.gov.pt/viewer?id=1007313
[x] Processo de Pedro Dias Vila Nova - Inquisição de Coimbra, proc. 3485
[xi] Processo de Isabel Loba
[xii] Processo de Leonor de Febos Vilanova - http://digitarq.dgarq.gov.pt/viewer?id=2307937

Picão / Moura

- Cano -
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Primeira Geração


      1. Brites Lopes Picoa nasceu cerca de 1538 no Cano. Faleceu em 5.9.1588 no Cano.


Brites casou com António Dias em 27.12.1558 no Cano. António nasceu no Cano.

Tiveram os seguintes filhos:

+          2 M        i.  Manuel Lopes Picão.


               3 F        ii.  Maria Lopes Picoa.

Maria casou com Domingos Fernandes, filho de João Fernandes e Antónia Rodrigues, em 10.11.1585 no Cano.


               4 F       iii.  Francisca Dias.

Francisca casou com João Gatão, filho de André Gil e Ana Leoa, em 5.9.1583 no Cano.


               5 M      iv.  Domingos Dias.

Domingos casou com Catarina Bárbara, filha de Gil Eanes e Ana Bárbara, em 16.4.1581 no Cano.


               6 M       v.  João Dias.

João casou com Paula Dias, filha de Pedro Fernandes e Catarina Dias, em 27.4.1578 no Cano.


               7 F       vi.  Catarina Picoa nasceu no Cano.

Catarina casou com Martim Álvares, filho de Martim Álvares e Isabel Sanches, em 11.2.1590 no Cano. Martim nasceu em Estremoz (Santo André).



Segunda Geração

      2. Manuel Lopes Picão (Brites) nasceu no Cano.


Manuel casou com Ana Mendes, filha de Gil Fernandes e Catarina Mendes, em 30.4.1595 no Cano. Ana faleceu em 1.8.1619.

Tiveram os seguintes filhos:

+          8 M        i.  Manuel Lopes Picão foi baptizado em 3.12.1600.


               9 M       ii.  André foi baptizado em 7.12.1603 no Cano.


             10 M      iii.  António foi baptizado em 9.3.1606 no Cano.


             11 F       iv.  Catarina foi baptizada em 16.2.1608 no Cano.


Terceira Geração

      8. Manuel Lopes Picão (Manuel Lopes Picão, Brites) nasceu no Cano e foi baptizado em 3.12.1600 no Cano.

Este Manuel Lopes Picão, será provavelmente, o mesmo que casou a 1ª vez a 9.1.1633 no Cano com Ana Gomes, a 2ª vez (onde se refere a condição de viúvo) a 8.9.1634 em Fronteira, com Inês Álvares. Seria, supostamente, o mesmo que casou, a 11.10.1648 no Cano, com  Maria Dias (embora esse assento de casamento com Maria Dias não faça referência ao seu anterior estado de viuvez). Inês Álvares nasceu no Cano, sendo filha de Manuel Dias Falardo, n. Vila Viçosa, e de Beatriz de Moura, n. Arronches.

Manuel e Inês tiveram os seguintes filhos:


             12 M        i.  Manuel foi baptizado em 11.9.1635 no Cano.

+        13 M       ii.  Manuel de Moura foi baptizado em 8.11.1637.

+        14 M      iii.  Alf. António de Moura foi baptizado em 4.1640. Foi alferes da Companhia do Capitão Alexandre de Moura.


             15 F       iv.  Maria foi baptizada em 1642 no Cano.

             16 F        v.  Águeda foi baptizada em 1644 no Cano .


             17 M      vi.  Sebastião nasceu em 1646 no Cano.


             18 F      vii.  Águeda foi baptizada em 1648 no Cano .


Manuel Lopes Picão será, supostamente, o mesmo que casou com Maria Dias, filha de João Velho e de Catarina Estevens, em 11.10.1648 no Cano.

Tiveram os seguintes filhos:


             19 F     viii.  Catarina foi baptizada em 10.7.1650 no Cano .



Quarta Geração

13. Manuel de Moura (Manuel Lopes Picão, Manuel Lopes Picão, Brites) nasceu no Cano e foi baptizado em 8.11.1637 no Cano.


Manuel casou com Maria das Neves, filha de António Fernandes e Isabel das Neves. Maria nasceu em Sousel.

Tiveram os seguintes filhos:


             20 F         i.  Cecília faleceu de tenra idade em 18.9.1674 no Cano.


             21 M       ii.  Manuel de Moura.


             22 F       iii.  Inês foi baptizada em 1675 no Cano.

+        23 F       iv.  Catarina das Neves foi baptizada em 1678.


             24 F        v.  Natária da Silveira foi baptizada em 1680 no Cano.

    14. Alf. António de Moura (Manuel Lopes Picão, Manuel Lopes Picão, Brites) nasceu no Cano e foi baptizado em 4.1640 no Cano.


Alf. António de Moura casou com Maria Nunes Rebelo, filha de Pedro Nunes Rebelo e Maria Nunes Rebelo. Maria Nunes Rebelo foi baptizada em 16.2.1643 em Portalegre (Sé).

Tiveram os seguintes filhos:

+        25 M        i.  José de Moura nasceu em 4.1669.


Quinta Geração

    23. Catarina das Neves (Manuel de Moura, Manuel Lopes Picão, Manuel Lopes Picão, Brites) foi baptizada em 1678 no Cano.


Catarina casou com Jerónimo Martins, filho de Pedro Martins e Catarina Rodrigues, em 10.11.1697 em Arraiolos.

Jerónimo e Catarina tiveram os seguintes filhos:


             26 M        i.  António Silveiro (ou da Silveira) nasceu em Arraiolos. Habilitou-se “de Genere” para ser admitido a Prima Tonsura, Ordens Menores e Ordens Sacras (Mç. 108, Proc. 1606).   O habilitando ficou impedido de receber as ordens por fama de cristão-novo por parte do avô materno Manuel de Moura, natural da vila do Cano. Após novas inquirições “de Genere” não ficou provado o impedimento. (vide excerto abaixo)

+        27 F        ii.  Maria Josefa da Silveira.

    25. José de Moura (Alf. António de Moura, Manuel Lopes Picão, Manuel Lopes Picão, Brites) nasceu em 4.1669 em Portalegre (Sé) e foi baptizado em 1.5.1669 em Portalegre (Sé).


José casou com (1ª vez) Teresa Freire, filha de João Freire e Isabel Rodrigues, em 9.5.1718 em Portalegre (Sé). Teresa nasceu em 5.1683 em Portalegre (Sé) e foi baptizada em 23.5.1683 em Portalegre (Sé).


Tiveram os seguintes filhos:

+        28 F         i.  Catarina Freire de Moura nasceu  em 11.1722.

José também casou com (2ª vez) Catarina Rodrigues, filha de António Lopes e Catarina Rodrigues, em 4.11.1699 em Portalegre (Sé). 


Sexta Geração

    27. Maria Josefa da Silveira (Catarina das Neves, Manuel de Moura, Manuel Lopes Picão, Manuel Lopes Picão, Brites).


Maria casou com José Cordeiro, filho de João Cordeiro e Catarina Lucas.

Tiveram os seguintes filhos:


             29 M        i.  João Pedro Cordeiro (Proc. Habilitação Prima Tonsura – ADE, Mç. 158, Proc. 2173).

    28. Catarina Freire de Moura (José de Moura, Alf. António de Moura, Manuel Lopes Picão, Manuel Lopes Picão, Brites) nasceu em 11.1722 em Portalegre (Sé) e foi baptizada em 15.11.1722 em Portalegre (Sé).


Catarina casou com João Mendes de Morais, filho de Pedro Fernandes Cara de Leão e Maria Mendes de Morais, em 15.8.1740 em Portalegre (Sé). João nasceu em Portalegre (Sé) e foi baptizado em 17.1.1715 em Portalegre (Sé). Ele faleceu em 8.5.1787 em Rio de Moinhos - Borba. 

Tiveram os seguintes filhos:

+        30 F         i.  Josefa Bernarda. 

+        31 F        ii.  Francisca Teresa foi baptizada em 23.10.1741.

             32 F       iii.  Antónia Bernarda foi baptizada em 10.11.1743.

Antónia casou com Jacinto Carvalho.

             33 F       iv.  Brites da Conceição foi baptizada em 13.12.1745.

Brites casou com Gaspar Gonçalves em 1770 em Rio de Moinhos.

             34 M       v.  João foi baptizado em 12.7.1747.

+        35 M      vi.  Manuel de Moura nasceu  em 24.4.1753.

             36 F      vii.  Angélica Maria.

             37 F     viii.  Catarina Mendes de Morais. 

+        38 M      ix.  Francisco Mendes de Morais faleceu em 29.11.1803. 

+        39 F        x.  Fortunata de Jesus foi baptizada em 21.11.1762. 

             40 F       xi.  Joana da Rosa.

Joana casou com (1ª vez) Domingos da Silva em 1777 em Rio de Moinhos.

Joana também casou com (2ª vez) José da Silva Socorro em 1788 em Rio de Moinhos.

Joana também casou com (3ª vez) Manuel Nunes em 1803 em Rio de Moinhos.

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ADE, Mç. 108, Proc. 1606 - António Silveiro - Prima Tonsura, Ordens Menores e Sacras (em1721)
António Silveiro, n. Arraiolos, filho de Jerónimo Martins e de Catarina das Neves, que dizem ser xn, n. Arraiolos, n.p. Pedro Martins e de Catarina Rodrigues, n.m. de Manuel de Moura, n. Cano, oficial de sapateiro (do qual vêm a fama de xn que determinou a inquirição a testemunhas) e de Maria das Neves, n. Sousel, xv.

(Os testemunhos são contraditórios, mas a maior parte dos inquiridos declara ser público que Manuel de Moura tinha fama de xn;

Para se fazer prova de que tal fama não tinha fundamento, foi arrolada para o processo uma justificação datada de 1688 que havia sido requerida por Manuel de Moura, tio materno do habilitando António Silveiro. Na mesma consta que é mancebo solteiro, filho de outro Manuel de Moura, xv, e de Maria das Neves, xv. Era ainda n.p. de Manuel Lopes Picão, xv, n. Cano, e de sua 1ª mulher Inês Álvares, n. Cano, xv. Era n.m. de António Fernandes, xv, cuja naturalidade não se lembram, e de Isabel das Neves, n. Sousel (revelaram-se contradições em relação à qualidade desta). António Fernandes serviu “nesta vila” como Meirinho dos Clérigos e de Procurador do Povo e Irmão da Misericórdia. O suplicante Manuel de Moura era, pela via materna, parente de gente que serviu na República “desta vila”, de Juízes Vereadores e Irmãos e Provedores da Misericórdia. Entre os mesmos se encontrava Manuel Rodrigues Cabeça, já defunto, que lograva por parente da avó materna do suplicante, tendo servido “nesta vila” de Juiz, Vereador e Provedor da Misericórdia. (fl. 54v)

Algumas testemunhas referem que houve um parente do habilitando, por parte de sua mãe, que foi penitenciado pelo St.º Ofício (…) e um bisavô do habilitando… (fl. 151v)

Com base na dita justificação se declara que o avô paterno do requerente Manuel de Moura, de seu nome Manuel Lopes Picão, foi casado 2ª vez com Maria Dias, xn. E é desse 2º casamento que surge a fama nas gerações descendentes.  

Sequeira

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Proc. nº 1704 da Inquisição de Évora  - Torre do Tombo

INÊS VAZ  [acusada de judaísmo, heresia e apostasia] - presa em 1657
 
[resumo da genealogia]


 - Natural de Borba, tinha 47 anos quando interrogada (1657), foi presa por culpas de judaísmo, heresia e apostasia. Declara que foi baptizada na Matriz de Borba e crismada no Convento da Esperança, em Vila Viçosa, pelo Arcebispo Dom José de Mello.
Quem lhe ensinou a prática do culto judaico foi seu tio materno João Fernandes.

Era solteira, filha de Afonso Lopes, que foi saboeiro, já defunto, natural de Borba, e de sua mulher Maria de Sequeira, cristã nova (xn), natural de Vila Viçosa. Não nomeou os avós paternos. Era neta materna de Garcia Fernandes e de Maria Gonçalves.


Irmãos:


1. João de Sequeira, que faleceu solteiro.
 
2. Leonor de Sequeira, que casou [1647 na Matriz de Vila Viçosa] com o Cap. Lucas Barroso. Faleceu sem descendência.

3. Maria de Sequeira, que casou [possivelmente o ocorrido em 1644 na Matriz] em Vila Viçosa com Jorge Fernandes Mesas, xn.
   
Tiveram filhos:

    3.1. João de Mesas, que era solteiro.
 
     3.2. António de Mesas [Proc. 2249 IE], que era solteiro.

    3.3. André de Mesas, que era solteiro.

     3.4. Soror Joana Francisca Baptista [Proc. 9309 IE], freira no Convento da Esperança.  


Tios paternos e primos:

1. Manuel Dias Guterres, xn, tendeiro, que casou com Constança Mendes.

Tiveram:

1.1. Francisco Guterres, que era solteiro. 

1.2. Soror Francisca da Anunciação, freira no Convento da Esperança, em Vila Viçosa.

2. Leonor Vaz, que casou com Francisco de Mesas, xn, saboeiro.

Tiveram:

          2.1. João de Mesas, advogado, faleceu solteiro.

3. Maria Gonçalves, que casou com Jorge Fernandes Mesas, tratante, xn.

Tiveram:

          3.1. Manuel de Mesas, morador em Elvas, que casou com Grácia Dias, xn.

4. Ana Lopes, que faleceu solteira.

5. Isabel Lopes, que foi casada com Manuel Dias, alfaiate. Não houve filhos.

  6. Catarina Lopes, que casou com Lourenço Rodrigues, xn, Procurador do Assento em Vila Viçosa. Não houve filhos.

Tios maternos e primos:

 1. João Fernandes [Proc. 10188 IE], saboeiro, morador em Borba, que casou com N [apurámos, posteriormente, que foi casado com Brites Nunes. João Fernandes faleceu nos cárceres antes de confessar. Foram convocados os parentes para defenderem a sua honra, mas ninguém compareceu. Foi relaxado em estátua à justiça secular.]

Tiveram:

         1.1. Isabel da Cunha [Proc. 8305A IE], solteira, natural de Borba.
  
         1.2. Maria de Sequeira, viúva [não soube de quem].