Estudar as nossas raízes faz parte de um processo de autoconhecimento...

Estudar as nossas raízes faz parte de um processo de autoconhecimento...
Pretende-se que este blogue se materialize num importante contributo para o estudo das famílias do Alentejo, com especial incidência nas zonas de Borba, Estremoz, Vila Viçosa, Alandroal e Redondo.





“A genealogia não deverá tornar-se num processo dissimulado de busca obsessiva por gente nobilitada, socialmente distinta, mas antes como um veículo facilitador do conhecimento e apropriação do modo de vida daqueles que, independentemente do seu estatuto social e da sua condição económica, representaram o elo de uma corrente - a mesma que só tomou forma porque cada elo esteve em dado momento no seu lugar, com maior ou menor bravura, maior ou menor sofrimento e espírito de sacrifício, mais ou menos propósito, simplesmente teve a nobreza e o dom, que mais não fosse, da sua própria existência… e creiam que à medida que vou envelhecendo, vou proporcionalmente tomando maior consciência da importância e necessidade de “genealogia” e “humildade” caminharem sempre de mãos dadas…”

__________________________________________________________________________ O Autor





Sousa

Por: Luís Projecto Calhau
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De Proença-a-Velha, que passaram a Estremoz e Redondo



I – António de Sousa, n. cerca 1675 Proença-a-Velha, filho ilegítimo (segundo o Processo de Habilitação de Ordens Menores de seu filho Simão da Cruz e Sousa, abaixo) de António Fernandes Coelho, de alcunha “o Craveiro”, n. Proença-a-Velha, que “era muito pobre, viveu durante muitos anos à jorna” e amancebando-se com Mariana de Sousa, da vizinhança de Torre de Moncorvo, deles houve o filho António de Sousa. Depois do nascimento deste filho terá “o Craveiro” casado com Maria Miguel, desconhecendo-se eventual descendência. António de Sousa casou 1ª vez na freguesia de Stº André de Estremoz a 15.10.1690 com Maria da Silva (neste assento de casamento o contraente é, curiosamente, dado como filho de Domingos Francisco e de Maria de Sousa, partindo do pressuposto de que não se trata do casamento de homónimos). Casou a 2ª vez a 3.2.1709 em Stº André de Estremoz (referido no respectivo assento como viúvo de Maria da Silva) com Francisca Gomes Velhinha, natural da mesma, filha de José Rodrigues Velhinho e de Serafina Rodrigues, oleiros, ambos de Stº André (casados nessa freguesia a 28.8.1672), n.p. Manuel Rodrigues Velhinho e de Maria Cruz, n.m. João Gomes e de Isabel Rodrigues. Foram testemunhas do seu casamento com Francisca Gomes Velhinho o padre celebrante Frei Baltazar da Veiga Lucas, João da Silva Maldonado e Cristóvão Landim da Gama (fl. 38 vs, tif. 41). Foram oleiros.

Do 2º casamento de António de Sousa houve:

1 (II) Maria Inácia de Sousa, b. 25.12.1709 Stº André Estremoz, sendo padrinhos Manuel Rodrigues, lavrador do Monte do Olival, e Catarina das Candeias (tif. 189). Casou em Stº André de Estremoz a 6.3.1758, dispensando do 2º grau de consanguinidade, com seu primo co-irmão João Dias Velhinho, filho de José Dias e de Brites Gomes Velhinha.

2 (II) José, b. 28.10.1711 Stº André de Estremoz, p.p. José da Silva Martins e Joana Gomes.

3 (II) Pe. Simão da Cruz e Sousa, b. 3.5.1716 em Stº André Estremoz, assistindo como padrinhos  o capitão Simão Pereira e Luísa Rodrigues, donzela, filha de Manuel Rodrigues, da Herdade da Fonte (Santo André - Estremoz, L. 19, fl. 225 vs, tif. 117). Habilitou-se para ser admitido a Prima Tonsura, Ordens Menores e de Epístola (ADE, Proc. 2020, Mç. 145)

4 (II) João de Sousa, n. Stº André Estremoz, casou na freguesia de Stº André a 11.7.1751 com Eugénia Teresa, n. 9.7.1719, b. 18.7.1719, filha de Manuel Gomes Ruivo e de Maria Borralha (casados a 11.11.1715 Stº André de Estremoz), n.p. Manuel Gomes Ruivo “o Velho” e da sua 2ª mulher Francisca Martins Giloa (certamente aparentada com João Rodrigues Gilão, n. Estremoz, que se habilitou de Genere em 1681, filho de João Rodrigues Gilão e de Joana Gomes Calada, cf. ADE, Ordens de Missa, Cx. 104, Pç. 1001), n.m. do tenente António Martins Casco e de Catarina Borralha.

Deles houve, pelo menos, o seguinte filho:

III - José de Sousa, b. 9.1.1754 Stº André de Estremoz, casou na mesma freguesia a 24.5.1779 com Felícia Maria, n. Matriz de Redondo, filha de Francisco da Fonseca, n. Teixoso, e de Catarina Inácia, b. 13.5.1734 S. Pedro de Elvas, n. p. Manuel da Fonseca e de Maria Martins Esteves, naturais de Teixoso (certamente os mesmos Manuel da Fonseca Fortuna e Maria Martins Esteves Pancho, casados em Teixoso a 19.5.1725), n.m. Manuel Pereira, n. Pêro Soares, e de Isabel Martins Pereira, n. Alcáçova – Elvas (casados em Alcáçova a 29.1.1719, sendo ele viúvo e ela solteira, filha de José Fernandes e de Isabel Rodrigues). 

Tiveram, pelo menos, os seguintes filhos:

1 (IV) Inácio José de Sousa, n. Matriz de Redondo, oleiro, também conhecido como “Inácio Oleiro”, casou na mesma Matriz a 22.8.1818 com Maria da Cruz Pereira Proença, filha de José Joaquim Proença e de Catarina Maria Pereira, com descendência.

2 (IV) Rosa de Lima, casou na Matriz de Redondo a 25.8.1816 com José Grave, filho de José Grave e de Maria Manuel.

3 (IV) Heliodoro, b. 6.9.1788 na Matriz de Redondo.

4 (IV) Francisco de Sousa, que segue.

5 (IV) Elias António de Sousa, b. 16.6.1791 Matriz de Redondo, casou na mesma freguesia a 11.5.1819 com Jerónima Maria, filha de José Rodrigues de Figueiredo e de Rita Josefa.

6 (IV) Joaquina, b. 1.10.1792 na Matriz de Redondo.

7 (IV) Maria Joana, que casou na Matriz de Redondo a 16.10.1806 com José Joaquim Proença, filho de António José de Proença e de Isabel Caetana.

IV – Francisco de Sousa, n. 12.4.1794, b. 16.4.1794 Matriz de Redondo, casou a 1ª vez na mesma freguesia a 20.1.1814 com Francisca Joana Rosa, filha de José Alves “Ganavelo” e de Isabel Maria. Casou a 2ª vez a 4.12.1833 com Teodora Maria.

Do 1.º casamento houve:

1 (V) Inocêncio, b. 19.11.1814 Matriz de Redondo.

2 (V) José de Sousa, que casou a 19.11.1837 na Matriz de Redondo com Francisca Rosa, filha de Bernardo José e de Maria de Jesus ou da Cruz. Houve descendência.

3 (V) Inocêncio José de Sousa, n. 7.3.1830, b. 13.3.1830 na Matriz de Redondo, casou na mesma freguesia a 18.6.1860 com Catarina Rosa da Veiga, filha de Bento Maria da Veiga e de mariana da Conceição. Houve:
       
VI – José Inocêncio de Sousa, n. Matriz de Redondo, casou na referida freguesia a 26.10.1884 com Caetana Emília Franco Queimado, n. Matriz de Redondo, filha de João Vicente Queimado e de Caetana Vitória Franco. Deles houve:

1 (VII) Raul Queimado de Sousa.

2 (VII) Leovegildo Queimado Franco de Sousa, que casou com Maria Ana Braamcamp de Matos Fernandes, com descendência.


3 (VII) Maria do Anjo Queimado de Sousa.

Campos

de Lavre

Por: Luís Projecto Calhau
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§ I

I – Maria de Campos[1], terá nascido provavelmente em Lavre entre 1570 e 1580. Casou com Simão Fernandes, barbeiro, na referida freguesia, do concelho de Montemor-o-Novo, a 10.2.1602, levando como testemunha Baltazar Rosado. Tiveram os filhos que seguem:

1 (II) Isabel de Campos, b. 7.2.1604 em Lavre, assistindo como padrinhos Fernão Miguens e Maria Lopes. Casou a 1ª vez com Domingos Rodrigues, em Lavre a 27.10.1619, estando presentes como testemunhas Manuel Gomes Gigante e Fernando Amado. Casou em segundas núpcias, a 19.5.1624 na mesma freguesia, com Domingos Gomes, também viúvo, filho de Pedro Gomes e de Lucrécia Dias, sendo testemunhas Luís André e Luís Santos, fregueses de Santo António, junto a Vendas Novas, e mais gente do povo. Não há notícia de descendência do primeiro casamento, todavia, do segundo terá havido:

1 (III) Maria, b. 30.7.1625 em Lavre, assistindo como padrinhos Diogo Dias Burreco e Catarina Pegas.
2 (III) Sebastião, b. 27.1.1628 em Lavre, sendo padrinhos Domingos Leitão e Ana Afonso.
3 (III) Miguel, b. 28.9.1630 em Lavre, sendo padrinhos Manuel Rodrigues Carreiteiro e Isabel de Campos.

2 (II) Inês de Campos, b. 21.9.1606 em  Lavre, sendo padrinhos Brás Gonçalves e Maria Lopes. Casou em Lavre a 11.11.1629 com João da Costa, filho de Pedro Dias e de Maria da Costa, estando presentes como testemunhas Fernão Miguens, Pedro Nunes e muita outra gente que assistia. Tiveram filhos:

1 (III) Maria, b. 18.8.1630 em Lavre, assistindo como padrinhos Gaspar Nunes e Domingas Martins. Esta ou sua prima homónima, filha de sua tia Isabel de campos, terá casado com André Galvão, sendo pais de uma filha que se baptizou como Helena a 25.1.1660 em Lavre, sendo padrinhos o padre João Coelho[2] e Margarida Pires.
2 (III) Clara, b. 16.8.1632 em Lavre e teve como padrinhos Domingos Cardoso e Isabel de Campos.
3 (III) Águeda, b. 15.2.1635 em Lavre, estando como padrinhos Manuel Fernandes (…) e Apolónia Cardosa.

3 (II) Maria de Campos, b. 10.8.1609 em Lavre. Casou na mesma igreja paroquial a 16.10.1633 com António Coelho[3], assistindo à cerimónia como padrinhos Lourenço André e Ana Pires. Deste casamento terá havido:

1 (III) Manuel, b. 15.7.1635 em Lavre, assistindo como padrinhos João Miguens e Margarida Miguens[4]. Tudo indica tratar-se do mesmo Manuel de Campos que casou a 1ª vez em 1664 com Catarina Boleta e a 2ª vez a 27.3.1680 em Montargil com Leonor da Mata, natural do Chouto – Chamusca, filha de António da Costa e de Isabel Dias, com vasta descendência dos dois casamentos.
2 (III) João, b. 24.6.1638 em Lavre, estando presentes como padrinhos Manuel Rodrigues e Maria Miguens (possivelmente o mesmo casal que baptizou um filho como Domingos em Lavre a 30.3.1638).
3 (III) Margarida, b. 20.10.1641 em Lavre, sendo padrinhos Domingos Gonçalves e Maria Miguens. Eventualmente a mesma Margarida de Campos que, sendo solteira (e neste pressuposto ainda muito jovem) teve em 12.7.1654 um filho de André Galvão, também solteiro, a quem baptizaram de Manuel e levaram como padrinhos Gonçalo António e Isabel Pegas.



[1] Provavelmente a mesma Maria de Campos que surge casada (eventualmente um 2º matrimónio) com Manuel Fernandes Bácoro, com uma filha que baptizaram como Joana a 2.7.1614, assistindo como madrinha a mulher de Brás Martins, e um filho a quem chamaram de Gregório, b. 12.3.1626, sendo padrinho Manuel Galvão e Maria Gomes. Tudo indica que esta Joana seria a mesma Joana de Campos que casou com Manuel Borralho em cerimónia de 3.10.1639, sem ser referida a filiação, e com um filho André, b. 5.12.1641 em Lavre. Esta Maria de Campos poderia ser parente próxima, eventualmente irmã, de Gabriel de Campos que casou a 18.1.1604 em Lavre com Ana Fernandes, com os testemunhos de Manuel André e de Pedro Fernandes Bácoro, tendo falecido sem testamento a 22.4.1631. Seria ainda possível parente de Diogo de Campos, que faleceu sendo mancebo solteiro, pobre, em 16.4.1624.
[2] Tratar-se-ia, eventualmente, do mesmo João Coelho, natural de Lavre, que tomou Ordens de Missa em 1657, filho de Filipe Coelho e de Águeda Jorge (IAN/TT, ADE, Habilitações Eclesiásticas, Cx. 68, Pç. 653)
[3] Embora o registo de casamento não mencione a filiação dos nubentes, tudo indica que Maria de Campos se trata da Maria cuja filiação lhe atribuímos. Relativamente a seu marido, António Coelho, poderia tratar-se do António, b. 20.5.1608 em Lavre, filho de Brás Coelho e de Francisca Gomes ou, de acordo com uma outra hipótese, o António, b. 15.2.1613 em Lavre, filho de André Coelho e de Catarina Lopes.
[4] Esta Margarida Miguens parece ser uma filha de Brás Miguens e de Brites Fernandes, que casou a 2.2.1621 em Lavre com um Manuel Rodrigues)

Amado

Por: Luís Projecto Calhau
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§ I

I - RODRIGO AMADO, n. Redondo, c.c. Catarina Dias, n. Redondo.
Tiveram:

1 (II) Manuel Rodrigues, n. Redondo, c.c. [13-10-1596 – Matriz Redondo] Mónica Charrua, n. Redondo, filha de João Charrua e de Luzia Rodrigues.


§ II

I – MANUEL AMADO, c.c. Margarida Brás, n. Redondo, f. 26.5.1595 Matriz Redondo.



§ III

I – PEDRO ANES AMADO, morador na Herdade da Calva – Redondo, f. 24.12.1605 Matriz Redondo. Casou com N e tiveram:

1 (II) Margarida Pires, c.c. Mateus Orvalho. Faleceu a 26.3.1608, sendo sepultada na igreja Matriz de Redondo.

2 (II) N, c.c. Domingos Fernandes, morador na Herdade da Sernadinha, “a quem mataram” em 13.9.1610. Foi sepultado na igreja da Matriz de Redondo.


§ IV

I – ANTÓNIO AMADO, c.c. Isabel Francisca, f. 16.3.1610 Matriz Redondo, sendo sepultada na igreja da Misericórdia.
Tiveram:

1 (II) – Pedro Amado, solteiro, f. 25.9.1607 Matriz Redondo. Enterrou-se na Igreja da Misericórdia da mesma vila.

2 (II) Inês, b. 23.5.1591 Matriz Redondo, assistindo como padrinhos Jorge do Rego e Ana Martins.


§ V

I – JOÃO DIAS AMADO [possível filho de Rodrigo Amado e de Catarina Dias] c.c. N, filha de Brás Martins, morador na vila de Redondo, na Rua de Montoito. Faleceu a 5.2.1609 e enterrou-se na igreja da Matriz da dita vila.

Possivelmente o mesmo “João Amado” que assistiu como padrinho, conjuntamente com Margarida Anes, a 20.5.1601 na Matriz de Redondo, no baptismo de João, filho de Baltazar Fernandes e de Maria Bentes.

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Vaza Farelães

Por: Luís Projecto Calhau
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I – Manuel de Farelães Serrão, nascido cerca de 1590 em Avis, filho de Álvaro da Vaza Farelães “o Velho” e de sua mulher Catarina Lopes (casados no Cano - Sousel a 19.8.1590), neto paterno de Manuel de Farelães e de Francisca de Torres, neto materno de Diogo Gomes e de Joana Lopes. Casou em 24.8.1611 na Matriz da referida vila de Avis com Cecília da Gama de Carvalho, de quem houve:

1 (II) Manuel, b. 19.1.1615 Avis.
2 (II) Catarina, b. 14.11.1626 Avis.
3 (II) Francisco da Gama Farelães, n. Avis, casou a 28.10.1636 na mesma freguesia com Leonor de Vide, filha de Fernão Rodrigues e de Inês Fernandes, todos da referida vila. Serviu como testemunha Álvaro da Vaza “o Moço”. Era tabelião de notas em 1676.
4 (II) Álvaro da Vaza Farelães, n. Avis, casou a 1.7.1646 em Avis com Paula das Neves de Lemos, filha de Luís Raposo e de Escolástica de Lemos. Terá contraído matrimónio, em segundas núpcias, com Francisca Tenreiro Manhãs, filha de Francisco Rodrigues “Alterado”, de alcunha, natural de Torres Novas, e de Joana Manhãs Tenreiro, natural de Fronteira, neta paterna de António Rodrigues “Alterado” e de Simoa Antunes Massano, neta materna de Lourenço Gonçalves Manhãs e de Francisca Tenreiro (esta, segundo as genealogias, seria filha de Fernão Gonçalves Tenreiro e de sua mulher Guiomar de Gouveia, sendo assim descendente, por varonia, de Diogo Lopes Tenreiro, que foi alcaide-mor da Corunha, Sr. de Villalba, Flôr de Betanzos e vila de Andrade, que terá herdado, certamente, de sua mulher Aldara Fernandes de Andrade, da notável família “Andrade” da Corunha). Tiveram os seguintes filhos[1]:

1 (III) Joana, b. 7.10.1669 em Avis pelo Pe. Frei Diogo de Quintano, assistindo como padrinho Lourenço de Abreu de Vasconcelos.
2 (III) Álvaro da Vaza Farelães, b. 5.1.1676 em Avis.
3 (III) Rev. Frei Francisco da Vaza Farelães, ao qual se referiu seu irmão, Pe. António da Vaza Farelães, no seu testamento. Faleceu antes de 1735.
4 (III) Rev. Frei António da Vaza Farelães, frei conventual no Real Convento de São Bento de Avis, habilitou-se a Familiar do Santo Ofício[2], faleceu em 1735 com testamento cerrado[3], fazendo-se sepultar na sepultura de seus antepassados, na igreja Matriz de Avis, nomeando sua tia Catarina Lopes Quintana e seu irmão Bento da Vaza Farelães.
5 (III) Bento da Vaza Farelães, que segue.
6 (III) Rev. Frei Lourenço da Vaza Farelães, n. Avis, que em 1686 solicitou uma petição para examinação do seu património e tomada de provisão do seu dote para se habilitar a Ordens Menores[4].

Segundo Baltazar Teixeira Pinheiro, de cerca de 70 anos, natural de Avis, que serviu de testemunha no processo de inquirição de genere do Rev. Frei Lourenço da Vaza Farelães:

“… ser o dito justificante cabra por parte de seu avô paterno, que era filho de Álvaro da Vaza o Velho, o qual disse o dito Baltazar Teixeira sempre ouvira dizer ser cabra, sem embargo de que também disse que os avós paternos e mãe do justificante, que ele conheceu e conhece, são tidos e havidos por limpos de sua geração e sangue.”[5]  

III – Bento da Vaza Farelães, b. 19.7.1679 em Avis, sendo padrinhos Inácio Freire e Beatriz Cabral, foi sargento-mor das Ordenanças da vila de Avis, faleceu com testamento cerrado[6] em 1736, nele nomeando, entre outro, seu irmão, o Reverendo Frei António da Vaza Farelães e sua tia Catarina Lopes Quintana[7].

Bento da Vaza Farelães casou com sua prima Helena Mendes da Gama, b. 27.11.1695 em Mourão, senhora de muitas fazendas, das famílias mais nobres da região, que se tratavam com escravos, filha de Fernando de Vargas Limpo, n. Monsaraz, e de Antónia da Rosa Limpo, b. 1669 em  Santo Antão – Évora (irmã do padre Francisco da Rosa Limpo[8]), neta paterna de Baltazar Limpo de Valadares (filho de Francisco Garducho e de Leonor de Álamo) e de Helena Mendes da Gama (filha de Fernão de Vargas e de Guiomar Coelho da Gama), ambos de Monsaraz, neta materna de Manuel da Rosa de Azevedo, n. Mourão, escrivão da Câmara de Mourão, alferes da bandeira da mesma vila e cavaleiro professo da Ordem de Cristo (filho de Fernando da Rosa e de Inês Gonçalves, ambos de Mourão), e de sua mulher Brites Moniz Limpo, n. Mourão (irmã de Pedro Moniz Limpo[9], ambos filhos de António Garducho Limpo e de Brites Moniz, naturais de Mourão).
Tiveram:

1 (IV) Álvaro da Vaza Farelães, nomeado no testamento de seu pai, como o filho mais velho.
2 (IV) Fernando da Vaza Farelães, nomeado no testamento de seu pai.
3 (IV) Joana Mendes da Gama Limpo, que segue.
4 (IV) Antónia Teresa da Gama, que foi nomeada no testamento de seu pai.
5 (IV) Pe. António José Limpo, que se habilitou de genere em 1750 para ser admitido a Ordens Menores[10].

IV – Joana Mendes da Gama Limpo, b. 12.7.1719 em Avis, sendo seus padrinhos José Pereira Garcês Freire e D. Joana Reimoa da Mata, e aí casou a 4.3.1737 com Manuel José de Albuquerque e Albergaria, n. Golegã, tabelião de Notas e do Judicial em Fronteira e seu termo em 1762, filho de José Duarte de Albuquerque e de D. Vicência de Azevedo e Casco. Tiveram, pelo menos, o seguinte filho:

1 (V) Francisco José de Albuquerque e Albergaria de Azevedo Casco Gama da Vaza Farelães, b. 7.7.1740 em Mourão[11], tendo como padrinhos o Dr. Francisco da Rosa Limpo e, por devoção, N.ª Sr.ª das Candeias, tocando com a prenda João Limpo Pimentel[12]. Casou com D. Ana Hipólita Eusébia de Aguiar, natural de Elvas (Assunção ou Alcáçova), filha de António Fernandes Cordeiro, n. Alcáçova – Elvas,  e de Bárbara Jacinta Ascênsia, n. S. Salvador - Elvas. Foram moradores na Rua do Cabrito, em Elvas, e tiveram:

1 (VI) Ana, n. 9.12.1771, b. 17.12.1771 em Alcáçova – Elvas.
2 (VI) Mariana, b. 19.7.1774 em Alcáçova – Elvas.
3 (VI) D. Maria Rosa de Albuquerque e Albergaria de Azevedo Casco Gama da Vaza Farelães, casou com Joaquim José Paulo Mexia, cirurgião, n. S. Salvador – Elvas, filho de José Caetano, n. Beja, e de Gracia Joaquina Mexia, n. S. Pedro – Elvas, e deles houve:

1 (VII) Diogo Paulino de Azevedo Casco da Gama Albergaria Albuquerque da Vaza Farelães, que serviu de padrinho no baptismo de seu irmão Manuel.
2 (VII) D. Domingas Rosa de Azevedo, que segue.
3 (VII) Catarina, b. 17.8.1805 em Assunção – Elvas.
4 (VII) Manuel, n. 7.11.1807, b. 16.11.1807 em Assunção – Elvas.

VII – D. Domingas Rosa de Azevedo, b. 20.2.1794 em Alcáçova – Elvas, casou a 12.4.1817 em S. Salvador – Elvas, com Tomás de Vila Nova, cabo da Esquadra do Regimento de Artilharia n.º 3, n. S. Salvador, filho de Anastácio da Cruz, n. Brinches – Serpa, e de Francisca de Jesus, n. Redondo. Deles houve:

1 (VIII) Maria da Conceição, n. 27.12.1831, b. 8.1.1832 em Assunção – Elvas, casou aos 31 anos, a 20.8.1863 na Matriz do Redondo, com Domingos Isidoro Penim, n. Redondo, filho de Isidoro de Jesus Prexeiro e de Maria Joana Penim, com descendência.




[1] Possivelmente seria também seu filho um, Francisco da Gama Farelães, natural de avis, que em 1683 recebeu alvará para escudeiro fidalgo, dado como filho de Álvaro da Vaza Farelães.
[2] IAN/TT, Tribunal do Santo Ofício, Conselho Geral, Habilitações Incompletas, doc. 827. (Documento em mau estado, retirado da leitura)
[3] IAN/TT, ADP, Ouvidoria da Comarca de Avis, Cx. 004 (Testamento e Codicilo Cerrados – Pe. Frei António da Vaza Farelães).
[4] IAN/TT, ADE, Processos Eclesiásticos, Sub-rogação de Património - Cxª 2, nº 26.
[5] IAN/TT, ADE, Processos Eclesiásticos, Sub-rogação de Património, Cx. 2, nº 26, fl. 5 v (Lourenço da Vaza Farelães).
[6] IAN/TT, ADP, Ouvidoria da Comarca de Avis, Cx. 007 (Testamento e Codicilo Cerrados – Bento da Vaza Farelães).
[7] Supõe-se que a referida Catarina Lopes Quintana seja a mesma que casou em Avis a 2.1.1672 com seu primo Manuel da Gama Farelães, por procuração passada a Diogo de Quintano (o registo de casamento não refere a filiação). Possivelmente a mesma Catarina, b. 29.2.1628 em Avis, filha de Diogo de Quintano e de Joana (de Sá ou Eça).
[8] IAN/TT, ADE, Processos eclesiásticos, Requisitórias, Cx. 19, nº 519.
[9] Que teve alvará em 1666 de 20$000 rs de pensão com o hábito de Santiago para quem casar com sua filha. (IAN/TT, Registo Geral de Mercês, Ordens Militares, liv.12, f. 373v-374)
[10] IAN/TT, ADE, Processos Eclesiásticos, Diligências de estilo, de vida e costumes - Cxª 7, nº 46
[11] IAN/TT, ADE, Registos Paroquiais, Mourão, L. 4, fl. 136.
[12] Recebeu Mercê de D. José I, em 1751, para o ofício de escrivão da Câmara da vila de Mourão. (IAN/TT, Registo Geral de Mercês de D. José I, Lv. 2, fl. 392). Em 1745 recebeu Mercê de D. João V com provisão de 12$000 rs de tença. (IAN/TT, Registo Geral de Mercês de D. João V, Lv. 36, fl. 107). Era filho de André Limpo de Oliveira e de Inácia Juliana Pimentel. Casou com Teresa Bernarda Joaquina de Miranda e Brito, filha de António Nunes de Miranda e de Catarina Nunes da Rosa, todos de Mourão. Seria, possivelmente, sobrinho do padre João Limpo de Oliveira, filho de André Limpo e de Antónia Vaz, que habilitou de Genere para tomar Ordens de Evangelho em 1646 (IAN/TT, ADE, Processos Eclesiásticos, Ordens de Evangelho, Cx. 18, n.º 174). Um seu homónimo terá requerido, em 1817, uma justificação de nobreza (IAN/TT, Feitos Findos, Justificações de Nobreza, Mç. 14, n.º 44).