Estudar as nossas raízes faz parte de um processo de autoconhecimento...

Estudar as nossas raízes faz parte de um processo de autoconhecimento...
Pretende-se que este blogue se materialize num importante contributo para o estudo das famílias do Alentejo, com especial incidência nas zonas de Borba, Estremoz, Vila Viçosa, Alandroal e Redondo.





“A genealogia não deverá tornar-se num processo dissimulado de busca obsessiva por gente nobilitada, socialmente distinta, mas antes como um veículo facilitador do conhecimento e apropriação do modo de vida daqueles que, independentemente do seu estatuto social e da sua condição económica, representaram o elo de uma corrente - a mesma que só tomou forma porque cada elo esteve em dado momento no seu lugar, com maior ou menor bravura, maior ou menor sofrimento e espírito de sacrifício, mais ou menos propósito, simplesmente teve a nobreza e o dom, que mais não fosse, da sua própria existência… e creiam que à medida que vou envelhecendo, vou proporcionalmente tomando maior consciência da importância e necessidade de “genealogia” e “humildade” caminharem sempre de mãos dadas…”

__________________________________________________________________________ O Autor





Campos

de Lavre

Por: Luís Projecto Calhau
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§ I

I – Maria de Campos[1], terá nascido provavelmente em Lavre entre 1570 e 1580. Casou com Simão Fernandes, barbeiro, na referida freguesia, do concelho de Montemor-o-Novo, a 10.2.1602, levando como testemunha Baltazar Rosado. Tiveram os filhos que seguem:

1 (II) Isabel de Campos, b. 7.2.1604 em Lavre, assistindo como padrinhos Fernão Miguens e Maria Lopes. Casou a 1ª vez com Domingos Rodrigues, em Lavre a 27.10.1619, estando presentes como testemunhas Manuel Gomes Gigante e Fernando Amado. Casou em segundas núpcias, a 19.5.1624 na mesma freguesia, com Domingos Gomes, também viúvo, filho de Pedro Gomes e de Lucrécia Dias, sendo testemunhas Luís André e Luís Santos, fregueses de Santo António, junto a Vendas Novas, e mais gente do povo. Não há notícia de descendência do primeiro casamento, todavia, do segundo terá havido:

1 (III) Maria, b. 30.7.1625 em Lavre, assistindo como padrinhos Diogo Dias Burreco e Catarina Pegas.
2 (III) Sebastião, b. 27.1.1628 em Lavre, sendo padrinhos Domingos Leitão e Ana Afonso.
3 (III) Miguel, b. 28.9.1630 em Lavre, sendo padrinhos Manuel Rodrigues Carreiteiro e Isabel de Campos.

2 (II) Inês de Campos, b. 21.9.1606 em  Lavre, sendo padrinhos Brás Gonçalves e Maria Lopes. Casou em Lavre a 11.11.1629 com João da Costa, filho de Pedro Dias e de Maria da Costa, estando presentes como testemunhas Fernão Miguens, Pedro Nunes e muita outra gente que assistia. Tiveram filhos:

1 (III) Maria, b. 18.8.1630 em Lavre, assistindo como padrinhos Gaspar Nunes e Domingas Martins. Esta ou sua prima homónima, filha de sua tia Isabel de campos, terá casado com André Galvão, sendo pais de uma filha que se baptizou como Helena a 25.1.1660 em Lavre, sendo padrinhos o padre João Coelho[2] e Margarida Pires.
2 (III) Clara, b. 16.8.1632 em Lavre e teve como padrinhos Domingos Cardoso e Isabel de Campos.
3 (III) Águeda, b. 15.2.1635 em Lavre, estando como padrinhos Manuel Fernandes (…) e Apolónia Cardosa.

3 (II) Maria de Campos, b. 10.8.1609 em Lavre. Casou na mesma igreja paroquial a 16.10.1633 com António Coelho[3], assistindo à cerimónia como padrinhos Lourenço André e Ana Pires. Deste casamento terá havido:

1 (III) Manuel, b. 15.7.1635 em Lavre, assistindo como padrinhos João Miguens e Margarida Miguens[4]. Tudo indica tratar-se do mesmo Manuel de Campos que casou a 1ª vez em 1664 com Catarina Boleta e a 2ª vez a 27.3.1680 em Montargil com Leonor da Mata, natural do Chouto – Chamusca, filha de António da Costa e de Isabel Dias, com vasta descendência dos dois casamentos.
2 (III) João, b. 24.6.1638 em Lavre, estando presentes como padrinhos Manuel Rodrigues e Maria Miguens (possivelmente o mesmo casal que baptizou um filho como Domingos em Lavre a 30.3.1638).
3 (III) Margarida, b. 20.10.1641 em Lavre, sendo padrinhos Domingos Gonçalves e Maria Miguens. Eventualmente a mesma Margarida de Campos que, sendo solteira (e neste pressuposto ainda muito jovem) teve em 12.7.1654 um filho de André Galvão, também solteiro, a quem baptizaram de Manuel e levaram como padrinhos Gonçalo António e Isabel Pegas.



[1] Provavelmente a mesma Maria de Campos que surge casada (eventualmente um 2º matrimónio) com Manuel Fernandes Bácoro, com uma filha que baptizaram como Joana a 2.7.1614, assistindo como madrinha a mulher de Brás Martins, e um filho a quem chamaram de Gregório, b. 12.3.1626, sendo padrinho Manuel Galvão e Maria Gomes. Tudo indica que esta Joana seria a mesma Joana de Campos que casou com Manuel Borralho em cerimónia de 3.10.1639, sem ser referida a filiação, e com um filho André, b. 5.12.1641 em Lavre. Esta Maria de Campos poderia ser parente próxima, eventualmente irmã, de Gabriel de Campos que casou a 18.1.1604 em Lavre com Ana Fernandes, com os testemunhos de Manuel André e de Pedro Fernandes Bácoro, tendo falecido sem testamento a 22.4.1631. Seria ainda possível parente de Diogo de Campos, que faleceu sendo mancebo solteiro, pobre, em 16.4.1624.
[2] Tratar-se-ia, eventualmente, do mesmo João Coelho, natural de Lavre, que tomou Ordens de Missa em 1657, filho de Filipe Coelho e de Águeda Jorge (IAN/TT, ADE, Habilitações Eclesiásticas, Cx. 68, Pç. 653)
[3] Embora o registo de casamento não mencione a filiação dos nubentes, tudo indica que Maria de Campos se trata da Maria cuja filiação lhe atribuímos. Relativamente a seu marido, António Coelho, poderia tratar-se do António, b. 20.5.1608 em Lavre, filho de Brás Coelho e de Francisca Gomes ou, de acordo com uma outra hipótese, o António, b. 15.2.1613 em Lavre, filho de André Coelho e de Catarina Lopes.
[4] Esta Margarida Miguens parece ser uma filha de Brás Miguens e de Brites Fernandes, que casou a 2.2.1621 em Lavre com um Manuel Rodrigues)

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