Estudar as nossas raízes faz parte de um processo de autoconhecimento...

Estudar as nossas raízes faz parte de um processo de autoconhecimento...
Pretende-se que este blogue se materialize num importante contributo para o estudo das famílias do Alentejo, com especial incidência nas zonas de Borba, Estremoz, Vila Viçosa, Alandroal e Redondo.





“A genealogia não deverá tornar-se num processo dissimulado de busca obsessiva por gente nobilitada, socialmente distinta, mas antes como um veículo facilitador do conhecimento e apropriação do modo de vida daqueles que, independentemente do seu estatuto social e da sua condição económica, representaram o elo de uma corrente - a mesma que só tomou forma porque cada elo esteve em dado momento no seu lugar, com maior ou menor bravura, maior ou menor sofrimento e espírito de sacrifício, mais ou menos propósito, simplesmente teve a nobreza e o dom, que mais não fosse, da sua própria existência… e creiam que à medida que vou envelhecendo, vou proporcionalmente tomando maior consciência da importância e necessidade de “genealogia” e “humildade” caminharem sempre de mãos dadas…”

__________________________________________________________________________ O Autor





Dias

- do Cano, Sousel -

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Proc. nº 6484 da Inquisição de Évora  - Torre do Tombo
MARIA DIAS (acusada de judaísmo, heresia e apostasia) - presa a 31.12.1648
 
(resumo da genealogia)

- Era cristã-nova (xn), natural do Cano - Sousel, contava 60 anos quando interrogada (1649), foi presa por culpas de judaísmo, heresia e apostasia. Declara que foi baptizada na Matriz do Cano, sendo seus padrinhos António Rodrigues, que vivia de sua fazenda, e Catarina Varela. Acrescenta que foi crismada na mesma igreja, mas que não se lembra de quem foi o bispo.

Era casada com Manuel Lopes, cristão-velho (xv), natural do Cano, lavrador e mais tarde siseiro. Era filha de Estêvão Dias, cuja qualidade e naturalidade não se lembra, e de Mécia Dias, xn, natural do Cano. Declarou que já não tinha avós e, como tal, não os nomeou.

Irmãos:

1.       Duarte Dias, sapateiro, c.c. N

2.       Manuel Dias, sapateiro, c.c. Leonor Fernandes, xn.

Teve:

2.1. Sebastião Fernandes, ferreiro, c.c. (Avis) Beatriz Fernandes, xn.

2.2. Simão Fernandes, ferreiro, c.c. (Avis) Isabel da Silva, xn.

2.3. Luís Pereira, alfaiate, c.c. (não sabe onde) Maria Fernandes, xn.

2.4. Mécia Dias, c.c. (Avis) João Rodrigues Monteiro, xn, alfaiate.

 

3.       André Dias, sapateiro e depois agente de causas em Lx, c.c. Paula Dias, xv. Não sabe se houve filhos.

4.       Isabel Dias, c.c. Domingos Fernandes, xv, lavrador em Avis. Não Sabe se houve filhos.

5.       Inês Dias, c.c. Diogo Brás, xv, tecelão, sem descendência.

Filhos e netos:

1.       Sebastião Lopes, [Proc. 2468 IE], trabalhador, c.c. Maria da Rosa, xv.

Tiveram (todos pequenos, não sabe as idades):

1.1.          Manuel

1.2.          Martinho

1.3.          Sebastião

1.4.          Francisco

 

2.       Maria Lopes, [Proc. 4270 IE], c.c. João Coelho, xv, alfaiate.

Tiveram:

2.1. Manuel Coelho, sapateiro.

2.2. Ana Galvoa, solteira.

2.3. Isabel, solteira.

2.4. Grácia, solteira.

 

3.       Mécia Dias, [Proc. n.º 710 IE], c.c. (Avis) António Rodrigues, xv, alfaiate.

Tiveram (todos pequenos, não sabe as idades):

3.1. Lourenço

3.2. Manuel

3.3. Diogo

3.4. Maria

 

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